Novo vazamento no Igapó é identificado pela prefeitura
Ocorrência é considerada a mais grave desde que o problema na contenção de água foi identificado, em fevereiro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de março de 2025
Ocorrência é considerada a mais grave desde que o problema na contenção de água foi identificado, em fevereiro
Jéssica Sabbadini - Especial para a FOLHA 

Um novo vazamento aumentou a vazão do Lago Igapó 2 para o 1 (zona sul de Londrina) neste fim de semana. A ocorrência é considerada a mais grave desde que o problema na contenção de água foi identificado no dia 14 de fevereiro, informou a Secretaria Municipal de Obras de Londrina na manhã desta segunda-feira (24).
A suspeita é que a caixa de transferência localizada a três metros de profundidade, que controla a vazão entre os lagos, tenha se rompido. O volume de água foi tão grande que os sacos de areia colocados para controlar esta vazão foram sugados – as bags, como são chamadas, foram a medida paliativa encontrada pela Prefeitura de Londrina para contornar o problema enquanto uma solução definitiva não fica pronta.

Uma das suspeitas levantadas pelo secretário de Obras, Otávio Gomes, é que a caixa já estaria com problemas e a colocação dos sacos de areia a sobrecarregou, aumentando a vazão da tubulação – ao ponto de a bag ter sido sugada. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros tentaram identificar o problema, mas, não havia visibilidade suficiente.

“O vazamento, de fato, está muito intenso e, agora, vamos partir para a ensecadeira em volta, que é a medida mais drástica de todas que tivemos até agora. E a nossa intenção de fato é resolver o problema”, afirma Gomes.

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DOIS DIAS
Ensecadeira é uma estrutura provisória que permite trabalhar em seco em áreas submersas, como será o caso do Lago Igapó 2. No fim da tarde, a secretaria de Obras informou que a construção de ensacadeira para isolar o vertedouro foi praticamente finalizado nesta segunda. Ainda de acordo com a pasta, nesta terça a estrutura será concluída, com a colocação de cascalho e lascas de pedra para preencher os espaços vazios entre as pedras maiores e, com isso, cessar a passagem da água para a tubulação.
O secretário acredita que, em dois dias, o vazamento será estancado.
Com o vazamento, o Lago Igapó 2 está com o nível pelo menos um metro mais baixo. Isso vai permitir com que que as equipes da Secretaria de Obras façam uma vistoria técnica na situação do assoreamento, além de identificar se o nível mais baixo pode impactar positivamente a Rua Joaquim de Matos Barreto, que margeia o lago e que sofre com alagamentos em dias de chuva.

Embora localizada sob a ponte que liga a Avenida Higienópolis, na pista sentido Centro à zona sul, não há riscos para a estrutura, afirma o coordenador adjunto da Defesa Civil, Cilson de Lima Júnior. Entretanto, a área será isolada para pedestres para evitar acidentes com pessoas. “Recomendamos à população, com essa sinalização, que não se aproxime do lago. Devido a essa vazão, há uma força de sucção muito grande. Caso algum curioso venha próximo à barragem e escorregue, ele será sugado e vai haver uma fatalidade”, explica.
O rompimento da comporta de um dos vertedouros no principal cartão-postal de Londrina tem dado dor de cabeça à administração municipal desde fevereiro. Medidas emergenciais adotadas pela Secretaria de Obras ajudaram a controlar o esvaziamento, mas ainda não solucionaram o problema. Em 28 de fevereiro o prefeito Tiago Amaral decretou situação de emergência por causa do vazamento.
(Colaborou Luís Fernando Wiltemburg)
Atualizada às 18h



