James Alberti
De Curitiba
O tratamento diferenciado de dependentes em drogas e álcool é a proposta da Cooperativa de Trabalho e Estudo na Área da Toxicomania, a Jera, lançada ontem, em Curitiba. A diferença principal do método da cooperativa em relação os convencionais é que a abstinência não é uma pré-condição para o começo do tratamento dos viciados.
Segundo a terapeuta ocupacional Maria Cecilia Cardoso Teles, presidente da Jera, a intenção é diminuir ao máximo os danos provocados pelas drogas de quaisquer tipos, garantindo o anonimato dos viciados. O atendimento clínico será feito de forma coletiva ou individual. Atividades de lazer, cultura e arte estarão vinculadas ao programa.
A terapeuta revela que pessoas não viciadas em drogas poderão participar do tratamento, o que ajuda a reforçar os laços sociais dos dependentes. ‘‘A gente acredita que os laços sociais e a convivência (dos viciados) devem ser os mais vastos possíveis’’, diz ela.
Embora seja uma entidade privada, a cooperativa pretende formalizar convênios com setores públicos e empresas privadas para viabilizar o atendimentos a setores carentes da população.
A Jera é formada por 20 profissionais, 13 deles ligados diretamente ao atendimento. Dentre eles, há psicólogos, musicoterapeutas, professores, assistentes sociais, psiquiatras e ambientalistas. Os trabalhos serão concentrados em quatro áreas diferentes: clínica, prevenção, formação e pesquisa. A cooperativa vai funcionar na rua Portugal, 410, centro de Curitiba.

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