Novo teste de veículo para SuperBus


Vítor OgawaReportagem Local
Vítor OgawaReportagem Local

Um ônibus superarticulado da empresa Mercedes-Benz foi testado ontem pela administração municipal para possível adoção do modelo no sistema do SuperBus, que será implantado em Londrina. O teste foi feito no pátio e no entorno do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), localizado na zona leste. Este foi o terceiro teste realizado no município.
O modelo da Mercedes-Benz é oferecido nas versões de piso baixo e piso normal. A de piso baixo, que foi a testada em Londrina, tem capacidade para 170 passageiros e a de piso normal, para 220. O veículo tem quatro eixos (sendo o último eixo na parte traseira direcional), o que possibilita que faça curvas em 90 graus mesmo com uma carroceria de até 23 metros. Trata-se de uma característica importante para uma cidade com ruas estreitas como Londrina.
Mesmo utilizando diesel, o engenheiro de marketing Gilson Zinetti, da Mercedes-Benz, afirma que cada ônibus desses pode tirar de circulação três veículos de dimensões normais. "Então o ganho dele em ecologia já começa por aí", afirmou. Além disso, ele destaca que a tecnologia empregada hoje nos motores atuais reduziu bastante a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.
"A redução de gás carbônico é de 6%, de material particulado é de 80% e de óxido nitroso é de 60%, que são os gases poluentes controlados pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente)", garantiu. Ele também destacou que há outros veículos que são híbridos ou elétricos, mas o custo da energia elétrica no País tornou o seu uso proibitivo.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), José Carlos Bruno de Oliveira, afirmou que o workshop oferecido pela Mercedes-Benz é uma oportunidade para que a empresa conheça as características da cidade e, eventualmente, faça adaptações. "Não temos vias largas e temos dificuldades de mobilidade. O principal desafio para a implantação do SuperBus é o planejamento. Não podemos arriscar, pois será um sistema de alta qualidade de transporte rápido, de melhoria de transporte para a população", destacou.
De acordo com o assessor executivo para Projetos Especiais na Prefeitura Municipal de Londrina, Carlos Geirinhas, o projeto do SuperBus foi entregue na Caixa Econômica Federal no dia 30 de junho. "Estamos aguardando a avaliação e a liberação de recursos junto ao Ministério das Cidades para iniciarmos as licitações e para começarmos as obras no ano que vem", explicou.
Na primeira fase serão construídos 26,9 quilômetros de vias com faixas exclusivas e 82 paradas para embarque e desembarque. O SuperBus passará por 37 ruas e avenidas, das quais 24 receberão ciclovias. A segunda fase ainda depende da aprovação do projeto pelo Programa de Aceleração do Crescimento 3 e prevê a implantação de outros 42,6 km de vias e canaletas para os ônibus e 143 novos pontos de embarque e desembarque.
A estimativa da administração municipal é que em 2016 sejam iniciadas as intervenções no sistema viário e o SuperBus comece a ser instalado. "Acredito que essa introdução de novas tecnologias possa ser antecipada", declaro o prefeito Alexandre Kireeff.
O prefeito apontou que somente depois que forem definidas quais as tecnologias as empresas deverão ser obrigadas a implantar é que será feito um cálculo da tarifa. "A prioridade é atender as expectativas da população, mas toda tarifa leva em consideração o veículo utilizado, o consumo de combustível, o trajeto percorrido, o salário dos funcionários e a despesa de manutenção. É um cálculo clássico que é comum", explicou.
Os testes com usuários do transporte coletivo começam hoje e vão até a próxima quarta-feira.


Continue lendo


Últimas notícias