Novo sistema não tem valor comercial
As mudanças anunciadas nesta semana pela Sercomtel vêm ao encontro das medidas previstas no contrato de concessão de telefonia fixa assinado entre as operadoras do País e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - órgão do Governo Federal. Os 47 mil locatários que irão migrar para o sistema de habilitação estão recebendo correspondência nesta semana, com informações sobre a mudança. A Sercomtel esclarece, na carta, que a habilitação não pode ser vendida ou transferida e nem terá valor comercial.
O diretor de marketing e serviços da Sercomtel, Walter Campanelli, informa que os locatários podem ser divididos, basicamente, em três grupos - contratos efetuados até abril de 97, entre abril e outubro do ano passado e após outubro de 97.
Até abril de 97, as regras de acesso ao sistema de telefonia pública eram feitas de duas maneiras - auto financiamento (planos de expansão em que o usuário adquiria uma linha telefônica) e locação. A partir de abril de 97, explica Campanelli Junior, foi extinto o autofinanciamento e a empresa passou a oferecer a locação e a habilitação. A habilitação, entre abril e outubro do ano passado, foi estipulado em R$ 300,00 mais taxas, pela Anatel. Este valor foi reduzido para R$ 80,00 a partir de outubro de 97.
No caso dos locatários mais antigos (cujo contrato de locação foi assinado antes de abril de 97), o valor da habilitação de R$ 82,18 deverá ser pago em quatro parcelas (descontadas já na conta telefônica). Não haverá abatimento para estes usuários porque, segundo o diretor, na época não existia a modalidade de habilitação. A grande maioria dos locatários (37.200) se encaixa neste grupo.
A determinação da Anatel para os casos ocorridos depois de abril do ano passado é que a Sercomtel faça os ajustes necessários. No caso, por exemplo de um usuário que assinou contrato entre abril e outubro de 97, serão feitos cálculos sobre a diferença entre o valor pago pelo locatário e o valor da habilitação da época - R$ 300,00. Se ele pagou menos que R$ 300,00, cobraremos a diferença na conta telefônica, parceladamente, até completar este valor, observa. Caso contrário, o usuário não será restituído em dinheiro, mas ganhará créditos da empresa.
O diretor da Sercomtel esclarece que estas medidas não foram tomadas antes porque o contrato de concessão entre operadoras e a Anatel foi assinado no início deste mês e as regras até então não estavam muito claras. Do total de usuários que alugam telefones da Sercomtel, 3.900 fazem parte do segundo grupo (contratos entre abril e outubro de 97) e 5.800, do terceiro grupo.





