Curitiba - Três servidores procuraram atendimento médico – dois em Curitiba e um em Jacarezinho – nos hospitais credenciados pelo governo do Estado, até o final da tarde de ontem, no primeiro dia de funcionamento do Sistema de Assistência à Saúde (SAS). O secretário de Estado da Administração e Previdência, Ricardo Smijtink, alega que a pouca procura deve-se ao fato de que, neste primeiro mês de implantação do novo plano, os hospitais atenderão somente os casos de urgência/emergência. Nesse período, o atendimento ambulatorial e de consultas eletivas continuarão sendo feitos pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE) e clínicas credenciadas.
Smijtink afirmou que ainda é prematuro fazer uma avaliação da aceitação do SAS pelo funcionalismo. ‘‘Mas não recebemos nenhuma reclamação aqui na secretaria’’, assegurou. Segundo ele, a partir de junho, quando deverá começar o atendimento eletivo, será possível fazer uma análise mais segura da satisfação dos servidores.
O governo mantém a expectativa de assinar até sexta-feira as ordens de serviço com hospitais que irão atender as regiões de Londrina, Maringá, Cascavel, Umuarama e Foz do Iguaçu. Smijtink não quis antecipar os nomes das instituições. Revelou, no entanto, que dois hospitais mostraram interesse em assumir o atendimento da região de Ponta Grossa. Até segunda-feira não havia interessados para esta e para a região de Apucarana. A demanda desta última será absorvida por Londrina (leia matéria nesta página).
As regiões de Curitiba, Campo Mourão, Guarapuava, Jacarezinho, Pato Branco, Toledo e Francisco Beltrão já tiveram cobertura assegurada. A demanda de servidores da Capital, municípios da região metropolitana e do Litoral – que totaliza aproximadamente 136 servidores e dependentes – será atendida pelo Hospital Evangélico.
O diretor-geral do Hospital Evangélico, Charles London, informou, ontem, que a reforma do prédio onde funcionava a Faculdade Evangélica de Medicina já começou. Ele calcula que serão gastos entre R$ 500 mil e R$ 600 mil nas obras de adequação.
No início do ano, o Hospital Evangélico enfrentava dificuldades financeiras e chegou, inclusive, a atrasar o pagamento de funcionários. Na ocasião, a Folha apurou que a dívida com prestadores de serviço ultrapassava R$ 1 milhão. London não confirmou que o montante seria esse e garantiu que essa fase ruim foi superada. ‘‘O Evangélico tem dívidas normais com fornecedores como qualquer outro hospital’’, declarou, garantindo que a instituição tem plenas condições de assumir a demanda do SAS.

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