A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) iniciou ontem a poda das árvores da Praça Sete de Setembro e Praça da Bandeira, na Área Central. A medida, de acordo com o secretário do meio ambiente, José Novaes Faraco, é uma das iniciativas para controlar a população das pombas amargosinhas na região. Levantamento realizado pelo órgão constatou que Londrina concentra 300 mil animais, sendo que 90% deles estão no Centro.
Além da poda, as pombas serão estimuladas a deixarem as praças com uso de barulho e forte iluminação. A estratégia é que elas passem a se concentrar no Bosque Municipal Cândido Rondon, de onde serão expulsas, num segundo momento, pelo mesmo processo. ''Vamos colocar uma iluminação circular muito forte, como a dos circos'', explicou Faraco, para quem a ocupação do parque pela Guarda Municipal vai colaborar para a migração das aves.
Também no bosque, serão retirados seis eucaliptos que, por serem muito altos, atraem as pombas. ''As árvores serão cortadas por serem exóticas e prejudicarem, com a sombra, o desenvolvimento de novas perobas'', acrescentou. O secretário informou que o comportamento dos animais será monitorado e que o abate não está descartado, mas só será adotado como medida extrema. ''Se for necessário abater, a concentração no bosque facilitará o procedimento.''
A possibilidade de abate das pombas foi cogitada no ano passado, quando a equipe da Sema protocolou pedido de autorização para o abate de pombas do tipo amargosinha (Zenaida auriculata) junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Curitiba. A proposta era exterminar cerca de oito mil pombas ao mês, durante seis meses, totalizando cerca de 50 mil aves.
O bosque, segundo ele, será revitalizado, com melhoria na iluminação, instalação de grades e manutenção de acessos abertos ao público. O serviço de limpeza das fezes sofrerá modificação, com recolhimento dos dejetos antes da lavagem para minimizar a poluição das águas pluviais.

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