Mario CesarProtesto reuniu 200 pessoas: hospital foi desativado há 2 anosUm protesto reuniu cerca de 200 pessoas ontem de manhã, em frente ao prédio do antigo Hospital Londrina, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina). Os moradores traziam faixas pedindo a reabertura do hospital, desativado há quase dois anos. O prédio já começa a ser invadido pelo matagal.
De cima de um caminhão, os moradores se sucediam ao microfone para criticar a omissão das autoridades políticas na solução do caso, apontando ainda outras mazelas do setor tais como a falta de médicos e remédios nos postos de saúde da cidade.
Segundo Maria Anideji, presidente da Associação Cambeense de Defesa e Proteção dos Direitos da Saúde, a reabertura do hospital ajudaria a desafogar toda a rede hospitalar da região, que, ressalta ela, volta e meia se vê obrigada a acolher doentes ‘‘nos corredores por lotação e falta de leitos’’. A manifestação, que durou três horas, foi o segundo protesto reivindicando melhorias no atendimento da saúde no município. O primeiro foi realizado há 1 mês. De lá para cá, uma comissão formada por representantes comunitários de Cambé e Londrina mobilizou a população conseguindo reunir cerca de três mil assinaturas num documento a ser entregue ao governador Jaime Lerner.
‘‘Vamos protocolar e encaminhar o abaixo-assinado esta semana’’, garantiram os integrantes da comissão, acrescentando que pretendem encontrar a vice-governadora Emília Belinati para uma conversa com os moradores. Eles também tentarão uma audiência com o governador e secretários de saúde de toda a região.
A proposta dos líderes comunitários e populares prevê a transformação do prédio em hospital metropolitano com atendimento para os pacientes do SUS. O prefeito José do Carmo só vê viabilidade no funcionamento do hospital com ajuda do governo do Estado e do Ministério da Saúde.

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