Moradores das proximidades da Avenida Bélgica (Zona Sul de Londrina) voltaram a bloquear a via na tarde de ontem para protestar contra a falta de sinalização e alta velocidade dos veículos. Na tarde do dia 18, uma menina de sete anos foi atropelada por uma motocicleta quando voltava da escola e teve vários ferimentos. Ela chegou a ficar cinco dias internada no hospital, sendo três deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na ocasião, a comunidade realizou um protesto e a prefeitura prometeu tomar providências.
O pai da menina, Daile Tavares de Oliveira, reclama que nada foi feito no local. ''Não vimos nenhum órgão vindo aqui. Algo tem de ser feito nessa avenida. Se nada for resolvido, voltaremos a protestar em oito dias'', promete, acrescentando que um grupo deve se reunir para ir até a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Hirak Ohara, arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), comentou que irá hoje ao local para verificar quais providências podem ser tomadas. Segundo ele, algumas ações podem ser feitas naquele trecho da avenida, como intensificação da sinalização viária. ''Vamos ver ainda a possibilidade de construirmos ilhotas para facilitar a travessia dos pedestres. Ou ainda reduzir a largura da pista, o que diminui a velocidade dos veículos.'' Caso o projeto seja viável, será encaminhado à CMTU em três dias.
Escolas
Com o crescimento da Zona Sul, a Avenida Bélgica virou caminho alternativo para muitos motoristas. Ao longo de 2,5 quilômetros não há semafóros, apenas algumas lombadas, que hoje são proibidas por lei.
Em alguns trechos, também não há calçada e a sinalização está praticamente apagada. O grande problema, entretanto, é que concentra um grande número de residências e escolas, ou seja, há muitas crianças transitando pelo local.
Problema que a coordenadora do Instituto de Educação Infantil, Luiza Cavazotti e Silva, disse ver piorando a cada ano. ''A situação realmente é grave e essa manifestação é legítima. O movimento nessa avenida é intenso, principalmente nos horários de pico, além da alta velocidade. Há uma faixa de pedestre em frente à escola, mas se você atravessar, corre o risco de ficar sem o pé, porque os motoristas não respeitam.''

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