Novo pronto-socorro vai aliviar demanda
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segunda-feira, 29 de junho de 1998
Guilherme Vieira 
Foi inaugurado ontem, em Curitiba, o pronto-socorro do Hospital do Trabalhador. A nova unidade é o terceiro PS da capital, que antes contava apenas com os hospitais Evangélico e Cajuru para fazer os 21 mil atendimentos mensais às vítimas de acidentes graves com risco de vida. Segundo o diretor-clínico do Hospital do Trabalhador, Angelo Luiz Tesser, esse PS vai melhorar o atendimento às emergências médicas da cidade, pois vai dividir o fluxo das ocorrências entre os três hospitais. No pico do atendimento deveremos ter sete mil atendimentos ao mês, o que vai desafogar o trabalho dos outros hospitais.
O prefeito Cassio Taniguchi informou que o novo PS é o primeiro da região Sul da cidade, devendo atender cerca de 600 mil habitantes. Taniguchi disse que a implantação da unidade foi resultado de um investimento de R$ 1,3 milhão pelo governo do Estado e R$ 137 mil pela Prefeitura de Curitiba. Está prevista ainda a aplicação de mais R$ 320 mil do governo na compra de equipamentos de diagnóstico por imagem, e da implantação de um aparelho de tomografia helicoidal pela Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (Funpar).
Com o novo PS, Curitiba passa a contar com mais 135 leitos hospitalares. Desses, 30 são destinados à cirurgia de trauma, oito à pediatria cirúrgica e outros dez à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os outros leitos do Hospital do Trabalhador vão atender pacientes da pediatria, clínica médica, maternidade, otorrinolaringologia, cirurgia geral, de mãos e da face. O diretor-clínico do Hospital, Angelo Luiz Tesser, informou que o Hospital do Trabalhador é a única unidade de saúde do Paraná que é especializada em cirurgia da mão. Segundo Tesser os acidentes que atingem as mãos lideram as estatísticas entre acidentes de trabalho, respondendo por 35% de todas as ocorrências.
O Hospital do Trabalhador também atua de forma pioneira na recuperação das pessoas que sofrem acidentes de trabalho, fornecendo fisioterapia e terapia ocupacional durante a recuperação dos pacientes. Segundo o diretor-clínico, quando existe uma relação direta da doença com o local de trabalho, existe uma orientação para a mudança de profissão. Procuramos orientar as pessoas para outra atividade profissional quando percebemos que o ambiente está causando a manifestação da doença, procurando ir mais além do que atender uma emergência, disse.
Outra novidade que o Hospital do Trabalhador está trazendo é a gestão compartilhada entre representantes do governo do Estado, Prefeitura, Funpar e a comunidade. Nesse modelo a comunidade ajuda a definir a política de atuação do hospital, desburocratizando a administração do Hospital do Trabalhador.Hospital do Trabalhador inaugura pronto-socorro, desafogando atendimento de emergência em outros hospitais da cidade
DivulgaçãoMais leitosO prefeito Cassio Taniguchi (ao centro) inaugurou ontem o novo setor, cuja capacidade é de 135 leitos e pode chegar a atender até 7 mil pacientes por mêsSó PS do Evangélico
e Cajuru atendiam as
21 mil vítimas mensais
de acidentes graves


