Novo promotor retoma caso das construções à beira do Lago Igapó Lino Ramos de Londrina O promotor substituto Tiago de Oliveira Gerardi, de Londrina, está retomando o procedimento administrativo instaurado em 99 pela ex-promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, sobre a situação das mansões construídas às margens do Lago Igapó. A ex-promotora entendeu que os donos de imóveis não teriam respeitado uma área de 30 metros ao redor do lago, que seria de preservação permanente, conforme resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). O trabalho foi interrompido porque Maria Lúcia se aposentou em setembro e seu sucessor Sérgio Siqueira sentiu-se impedido para continuar a ação. Levantamento feito por arquitetos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e técnicos da prefeitura revelou que de 80% a 90% das construções às margens do lago apresentam algum tipo de problema com a área de preservação. Em setembro, Maria Lúcia Reichenbach reuniu cerca de 30 proprietários de mansões para tentar um acordo ou indenização, por um termo de ajustamento de conduta. Na época a multa foi calculada em R$ 50 por metro quadrado de área invadida. Com isso as indenizações teriam uma variação de R$ 6,5 mil a R$ 100 mil (caso do Iate Clube de Londrina) e o dinheiro seria repassado ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. O promotor substituto Tiago Gerardi disse que está organizando o conteúdo do procedimento administrativo, pois começou a trabalhar na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente há 10 dias. Ele quer saber quantos assinaram e quantos estão cumprindo o acordo com o Ministério Público.

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