Novo projeto da Folha dá mais espaço para os bairros
Aproximar a Folha ainda mais da comunidade. É com este objetivo que a Folha de Londrina lança, a partir desta sexta-feira, a série Folha nos Bairros. A cada semana, um bairro estará em evidência, mostrando suas histórias, discutindo seus problemas e possíveis soluções.
A série busca também dar um panorama amplo ao leitor sobre a origem dos bairros, que traz em si a origem da ocupação de Londrina; apresentar as passagens pitorescas; dar um retrato da comunidade, comenta o diretor de Redação do jornal, João Arruda.
Ele salienta que a série será importante não só para os leitores tradicionais como para os mais recentes, que poderão entender melhor o processo de desenvolvimento da cidade. Com a Folha nos Bairros, a população contará com um apoio maior para expor a vida comunitária, os eventuais problemas e tornar-se mais visível dentro do processo de crescimento da cidade, observa Arruda.
O primeiro alvo da série será a Vila Casoni, criada em 1934, um dos bairros mais antigos da cidade. A vila foi um dos primeiros núcleos urbanos a surgir fora do traçado feito pelo engenheiro Alexandre Rasgulaeff, contratado pela Paraná Plantations como responsável pela formação de todas as cidades de Londrina até Maringá.
Pelo desenho de Rasgulaeff, o núcleo urbano estava dentro dos limites das ruas Mato Grosso (a leste), Goiás (a sul), Hugo Cabral (a oeste) e Benjamin Constant (a norte). Mas a lógica da cidade não respeita traçados. A cidade foi crescendo à medida que chegavam mais pioneiros e os que estavam instalados desistiam de trabalhar na formação de lavouras.
Hoje, Londrina tem mais de 800 loteamentos e o número de pedidos para registro de novos loteamentos não param de chegar à Prefeitura. Todos os meses, a Secretaria de Obras registra até quatro pedidos. Sem contar as invasões de terrenos públicos e privados, além de fundos de vale, onde famílias vivem embaixo de barracos e sem a mínima infra-estrutura.
A cidade, atualmente, só tem dois eixos de crescimento, conforme aponta Alaertes Karoleski, um dos coordenadores dos projetos do Plano Diretor e professor do Departamento de Arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, onde é coordenador dos trabalhos de graduação na área de urbanismo. O primeiro eixo é a norte e o outro, a sudoeste (região do Catuaí Shopping Center). A leste, Londrina já se juntou a Ibiporã e a oeste está praticamente emendada com Cambé.
A aproximação de núcleos urbanos é denominada de conurbação. É o que deverá ocorrer também, num futuro não muito distante, entre Londrina e Sertanópolis, ao norte. Segundo Karoleski a previsão é que a ocupação ao norte seja rápida por dois motivos: a localização da Cidade Industrial e a característica de ocupação (mais popular). Para a região sul (saída para Curitiba) a previsão não é de povoamento devido às características físicas limitantes (topografia inadequada e afloramento de rocha, o que encarece a infra-estrutura).
Mas enquanto encontrar para onde crescer, a área urbana deverá continuar se expandindo. Numa cidade que atinge os 500 mil habitantes, o processo de crescimento é irreversível. A cidade pode perder características econômicas - passar da agricultura para a industrialização, por exemplo - mas a infra-estrutura já é tão grande que ela se acomoda a outro tipo de economia e dificilmente pára, observa Karoleski.Mário CesarBairros em destaqueObjetivo é de aproximar ainda mais o jornal da comunidade e estréia mostrando um dos bairros mais antigos de LondrinaBenê Bianchi





