Novo presidente da AMB insiste em enquadrar planos de saúde
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quinta-feira, 28 de agosto de 1997
Curitiba 
A Associação Médica Brasiliera (AMB) e a Associação Médica do Paraná (AMP) elegeram ontem suas novas diretorias para os próximos dois anos. Tanto para uma quanto para outra concorreram dois paranaenses, presidindo chapas únicas.
Para a AMB, pela quarta vez não consecutiva, deverá ser empossado o médico Antônio Celso Nunes Nassif e a AMP pelo cardiologista Ronaldo da Rocha Loures Bueno. O novo presidente garante que o departamento de convênios, cuja diretoria também foi eleita ontem, continua com a mesma filosofia com relação ao descredenciamento dos médicos junto aos planos de saúde.
A única forma dos usuários ficaram realmente seguros é se o convênio escolhido reconhecer a Lista de Procedimentos Médicos da AMB. A maioria dos convênios utiliza uma tabela antiga de 1992. Isso significa que novos procedimentos não são incluídos, explica Bueno.
Como exemplo ele cita, na especialidade da cardiologia, o implante de estent coronariano. É uma prótese colocada no coração e que não precisa abrir o tórax como era feito até pouco tempo atrás. É uma técnica nova mas já está incluída na LPM da AMB, disse Bueno.
Outro problema que preocupa os médicos é o valor defasado dos procedimentos. A média paga pelos convênio é de R$ 1 mil para uma cirurgia de ponte de safena. Só o custo dessa intervenção é de pelo menos R$ 5 mil. O doente tem que custear a diferença e isso não é justo. Se tudo foi feito particular, sem convênio, a cirurgia vai custar cerca de R$ 20 mil, diz Nassif. Esse procedimento engloba 60% das atividades dos cardiologistas.
Os médicos puderam voltar na sede da AMP e em vários hospitais da cidade.


