Novo presidente da Acil quer fortalecer entidade
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quarta-feira, 16 de junho de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Articulado, voz tranquila e avesso à holofotes. Esse é o perfil do empresário José Augusto Rapcham, 43 anos, que deveria ser confirmado ontem presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) até 2006. Ele encabeça a única chapa da eleição. Até às 19 horas, apenas 67 dos 1.140 associados aptos haviam votado. Com experiência acumulada em família seu pai Alberto Rapcham foi presidente no biênio 1988/1990 e como diretor nas últimas quatro gestões, sua principal meta é consolidar o poder de representatividade da entidade. Para tanto, vai insistir nos posicionamentos que o empresariado julgar mais procedentes. Um exemplo é a discussão sobre a abertura do comércio londrinense nas tardes de sábado, iniciativa que 78% dos associados da Acil consideram essencial.
Num balanço das administrações anteriores, Rapcham comentou que a participação da Acil na discussão política que resultou na cassação do mandato do então prefeito Antônio Belinati, em junho de 2000, ''deu mídia'' mas teve repercussão negativa entre os associados porque não houve praticamente nenhum ganho. Na última gestão, do empresário Davi Dequech Júnior, o número de associados subiu de 760 para mais de 1400. ''As pessoas estão confiando e participando mais'', observou Rapcham.
Sua meta para os próximos dois anos é profissionalizar o empresariado. Ele planeja extender à indústria e às prestadoras de serviço o ''Programa Empreender'' que presta consultoria e treinamento a 26 grupos setoriais do comércio. Em outra ponta, quer implementar a Universidade do Comércio, para aumentar a competitividade do setor frente à concorrência com os grandes conglomerados; criar calendário de eventos em conjunto com o Convention and Visitors Bureau; aumentar a carta de produtos do banco da entidade; e trazer um braço autônomo da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Rapcham já sabe que o assunto que vai monopolizar as discussões nos próximos meses será a abertura do comércio nas tardes de sábado. E ele já tem uma resposta: ''a Acil vai continuar brigando pela flexibilização total do horário do comércio. O empresário é quem deve decidir se vai abrir ou não''.


