O Paraná deverá ganhar um novo parque ambiental para receber o macuquinho-da-várzea, ave descoberta em abril do ano passado em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, no local onde o governo do Estado está construindo a barragem do Iraí. A área que será destinada ao novo parque ainda está sendo prospectada por uma equipe de ambientalistas.
Na opinião de alguns biólogos, o macuquinho-da-várzea estaria ameaçado de extinção com o alagamento provocado pela represa do Iraí. Por causa disso, as obras estão suspensas até que seja encontrada uma nova área que possa servir como habitat ao pássaro. A comissão de especialistas vai estudar o pássaro nas imediações da futura barragem e, simultaneamente, procurar outras áreas de incidência e um local adequado para o manejo do macuquinho-da-várzea. Uma das exigências para o novo parque é que ele não só apresente características que permitam a reprodução da ave mas também que já tenha uma população relevante de espécimes.
Na semana passada, quando visitou as obras da barragem, o ecologista americano George Ledec, do Bird, avaliou que seriam necessários quatro meses de estudos para se encontrar um local adequado. Com pressa de retomar as obras, no entanto, o governo estabeleceu um prazo de até 30 dias para concluir a pesquisa.
O governador Jaime Lerner lamentou que a existência do macuquinho só tenha sido comunicada agora, e não na época da descoberta. ‘‘Perdemos um ano’’, disse, ‘‘pois já poderíamos ter encontrado há muito tempo a área apropriada para o manejo’’.
A barragem do rio Iraí integra o Programa Prosam, implementado pelo governo do Estado, prefeitura de Curitiba e Banco Mundial (BIrd). Com a represa, a expectativa é controlar as enchentes do rio, contornar o problema de ocupações irregulares na área e regularizar o déficit de água tratada na Grande Curitiba.

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