Novo modelo reduz fraude
O novo modelo da Carteira de Trabalho reduziu as falsificações do documento, que em 1997 foram 1,7 mil, segundo o delegado da DRT, Tércio Albuquerque. Até agora ocorreram somente cinco tentativas de fraude, todas descobertas pela DRT, conta.
A fraude mais comum registrada pela DRT é a troca de páginas para comprovar tempo de serviço para fins de aposentadoria e seguro desemprego. Outra alteração frequente é a troca da fotografia do trabalhador. Para resolver esses problemas foi criado o novo modelo, lançado em 21 de janeiro de 1997, que é muito parecido com o passaporte emitido pela Polícia Federal.
Segundo Albuquerque, o modelo é considerado inviolável. As páginas são impressas na Casa da Moeda e montadas com uma costura de segurança que impede que sejam trocadas. Outra providência foi a colocação do número do documento perfurado em todas as páginas. A fotografia, a assinatura e a impressão digital do portador são digitalizadas e colocadas na primeira página do documento, que depois é plastificada.
Muitas dessas etapas lembram o passaporte, mas as semelhanças terminam aqui. Enquanto que para trabalhar as pessoas têm que esperar um mês pelo documento, o passaporte sai em apenas uma hora. (G.V.)





