Especial para a Folha

Kraw PenasBassi: ecografia é mais cara, mas menos incômoda do que toque retalO constrangimento dos homens brasileiros de realizar o exame de toque retal para identificar precocemente o câncer de próstata pode estar com os dias contados. Segundo o urologista Sérgio Bassi, as modernas tecnologias médicas descartam a utilização deste procedimento considerado incômodo.
Bassi diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) recomenda esse tipo de exame - toque retal associado a exame laboratorial - por seu baixo custo e resultados confiáveis. ‘‘Porém, se o paciente encarar o exame do toque como um constrangimento, já existe uma alternativa, que é a ecografia’’, afirma Bassi.
O urologista afirma que o exame laboratorial Antígeno Prostático Específico (PSA) tem três níveis de percentuais de acerto: 75% com o PSA total, 90% com o PSA livre associado à avaliação clínica e até 98%, se utilizado o PSA livre junto com ecografia.
A rejeição aos exames de prevenção está principalmente relacionada ao fato de serem realizados anualmente, na opinião de Sérgio Bassi. ‘‘O paciente que tiver preconceito relacionado ao toque retal vem pela primeira vez ao consultório e não volta mais por saber que a rotina vai ser repetida uma vez por ano’’, diz. O médico informa que, mesmo a um custo maior, muitos pacientes acabam optando pela ecografia. Neste exame, somente na primeira vez é necessária uma sonda anal. Nas seguintes, é realizado com um aparelho sobre o abdômem, ‘‘o que é muito mais confortável que o exame de toque’’, avalia Bassi.
O médico reforça a importância do acompanhamento urológico como única forma de se prevenir com sucesso o câncer de próstata. O exame deve ser realizado anualmente pelos homens, a partir dos 40 anos de idade, que é quando a doença pode começar a se manifestar. ‘‘Esta doença na próstata é indolor, e quando aparecem os sintomas normalmente já não se pode mais curá-la’’, alerta Bassi.

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