Novo método diminui resistência masculina ao exame da próstata
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de novembro de 1997
Guilherme Vieira 
Especial para a Folha
Kraw PenasBassi: ecografia é mais cara, mas menos incômoda do que toque retalO constrangimento dos homens brasileiros de realizar o exame de toque retal para identificar precocemente o câncer de próstata pode estar com os dias contados. Segundo o urologista Sérgio Bassi, as modernas tecnologias médicas descartam a utilização deste procedimento considerado incômodo.
Bassi diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) recomenda esse tipo de exame - toque retal associado a exame laboratorial - por seu baixo custo e resultados confiáveis. Porém, se o paciente encarar o exame do toque como um constrangimento, já existe uma alternativa, que é a ecografia, afirma Bassi.
O urologista afirma que o exame laboratorial Antígeno Prostático Específico (PSA) tem três níveis de percentuais de acerto: 75% com o PSA total, 90% com o PSA livre associado à avaliação clínica e até 98%, se utilizado o PSA livre junto com ecografia.
A rejeição aos exames de prevenção está principalmente relacionada ao fato de serem realizados anualmente, na opinião de Sérgio Bassi. O paciente que tiver preconceito relacionado ao toque retal vem pela primeira vez ao consultório e não volta mais por saber que a rotina vai ser repetida uma vez por ano, diz. O médico informa que, mesmo a um custo maior, muitos pacientes acabam optando pela ecografia. Neste exame, somente na primeira vez é necessária uma sonda anal. Nas seguintes, é realizado com um aparelho sobre o abdômem, o que é muito mais confortável que o exame de toque, avalia Bassi.
O médico reforça a importância do acompanhamento urológico como única forma de se prevenir com sucesso o câncer de próstata. O exame deve ser realizado anualmente pelos homens, a partir dos 40 anos de idade, que é quando a doença pode começar a se manifestar. Esta doença na próstata é indolor, e quando aparecem os sintomas normalmente já não se pode mais curá-la, alerta Bassi.


