Novo juramento
Juro por Hipócrates de Cos, assim como por todos os médicos que me antecederam no exercício desta arte, que viverei a medicina com devoção, prudência e honestidade, consagrando minha vida para servir o ser humano enfermo. Sabendo limitado o poder da ciência para alcançar a cura de inúmeros padecimentos e sabendo ser a morte uma expressão natural da finitude humana, considerarei maior a missão de aliviar e confortar. Sempre receberei as pessoas enfermas como membros da família humana, respeitando-as em suas decisões sobre a execução de quaisquer procedimentos diagnósticos ou terapêuticos que minha arte conceber.
Respeitarei incontingentemente os segredos a mim confiados, exceto quando os mesmos colocarem em risco a vida de terceiros. Não permitirei, outrossim, que convicções, crenças ou comportamentos pessoais privem qualquer enfermo de minha consideração profissional.
Utilizarei a tecnologia científica com parcimônia, sabendo-a tão somente complementar o superior relacionamento interpessoal médico-paciente. Nos experimentos que realizar, visarei o bem da humanidade, evitando impor qualquer sofrimento e injúria física ou mental ao sujeito da pesquisa, considerando imprescindível sua anuência voluntária.
Tudo isso farei contemplando o ser humano com dignidade e amor que devoto ao meu irmão de sangue. Se assim proceder, goze eu, para sempre, do reconhecimento de todos. Se infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário.
- Texto de autoria do médico José Eduardo Siqueira, professor da disciplina de bioética da Universidade Estadual de Londrina, mestre em bioética.





