Novo incidente no Aeroporto de Maringá
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Giancarlo Franquini<br>Especial para a FOLHA 
Maringá - Oficiais do Cindacta 2 estiveram ontem novamente no Aeroporto Regional de Maringá. É a quarta vez nos últimos 30 dias que eles investigam problemas em procedimentos de pouso no local. Desta vez uma aeronave particular atrapalhou um avião da Trip Linhas Aéreas que aterrissava e teve que arremeter como medida de segurança. O fato aconteceu na noite de terça-feira.
A Comissão Permanente de Transportes da Assembléia Legislativa enviou ontem para o Ministério da Defesa, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) e Ministério Público do Paraná um relatório sobre os incidentes ocorridos no Aeroporto Regional de Maringá, nos dias 5 e 12 de setembro. Ela pede providências contra as duas empresas envolvidas no incidente, que obrigou um avião da Trip Linhas Aéreas a ficar 48 minutos sobrevoando a pista sem ter como pousar.
O deputado estadual Marcelo Rangel (PPS), presidente da Comissão Permanente de Transportes da Assembléia Legislativa, afirma que o pedido de punição é mais rigoroso em relação a Nordeste Linhas Aéreas, responsável na época por ligar e desligar as luzes do balisamento da pista. A comissão também vai pedir que o aeroporto da cidade funcione 24 horas, mantendo as luzes da pista acessas do anoitecer ao amanhecer.
Na opinião de Rangel, o ocorrido não tem relação com problemas de infra-estrutura do aeroporto, mas com uma questão comercial entre as duas empresas. ''Esse desacordo comercial não pode ficar acima do interesse dos passageiros'', frisa.
Depois do caso, o serviço de ligar e desligar as luzes da pista passou a ser de responsabilidade da administração do aeroporto. Com o relatório feito pela comissão, o pedido para assumir também o serviço de rádio será acelerado.
O Cindacta 2 também já recebeu pedido para instalar na cidade uma torre de controle e não só uma estação de telecomunicação, como existe hoje.


