Com aproximadamente 1.800 metros quadrados de área construída, foi inaugurado ontem o Hospital Municipal de Paiçandu. A obra levou quase cinco anos para ser concluída em parceria com o governo do Estado e prefeitura. O novo hospital tem 43 leitos e vai atender pacientes da microrregião de Paiçandu.
A estimativa, segundo a secretária de Saúde do Município, Janisléia Sella, é de que haja uma significativa redução de atendimentos pelo Hospital Universitário de Maringá, a partir do funcionamento do centro cirúrgico do Hospital de Paiçandu. Atualmente, cerca de 120 pacientes de Paiçandu buscam atendimento no HU de Maringá mensalmente. O centro cirúrgico do Hospital de Paiçandu só deverá estar funcionando no final de janeiro, quando o governo do Estado entregar os equipamentos necessários.
Mesmo assim, conforme Janisléia, o hospital deverá desafogar de imediato os três postos de saúde do município só com o pronto atendimento. A prefeitura vai contratar pelo menos mais dois médicos: um cardiologista e um anestesita. ‘‘Nós vamos aproveitar praticamente todo quadro de funcionários que trabalham nos postinhos’’, adianta Janisléia. Segundo ela, os 15 médicos que atuam nos três postos terão condições de prestar serviços no Hospital Municipal em horários diferenciados. ‘‘Nós já temos um corpo clínico bastante razoável para atender a população de Paiçandu e acredito que o hospital terá condição de atendimento dos pacientes das cidades vizinhas’’, diz.
Polêmica O Hospital de Paiçandu foi alvo de uma polêmica na cidade há cerca de dois meses, quando o vereador Eduardo Pioneiro (PDT) apresentou um projeto na Câmara sugerindo sua privatização. Pelo menos cinco dos nove vereadores eram favoráveis à privatização do hospital. Eles alegavam que o município não teria recursos para comprar os equipamentos hospitalares.
Um empresário do município, que é dono do único hospital particular da cidade, estava interessado em participar da concorrência de privatização. A população ficou revoltada com os vereadores que apoiavam o projeto e fez diversas manifestações na frente da Câmara.
O projeto acabou arquivado. Segundo Janisléia, o secretário estadual de Saúde Armando Raggio se comprometeu a liberar recursos para a compra dos equipamentos. ‘‘Estamos confiantes que o governo do Estado vai cumprir a promessa e garantir o funcionamento do centro cirúrgico’’, afirma Janisléia. O custo dos equipamentos básicos é de R$ 400 mil.
Para a construção do hospital, a Prefeitura de Paiçandu doou o terreno e ajudou na terraplenagem. A idéia, conforme Janisléia é de que até o final de 97, o hospital esteja equipado inclusive com uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

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