Campo Mourão - A nova Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão começa a funcionar hoje, 12 anos depois de sua construção ser iniciada através de doações da comunidade. O hospital tem 120 leitos, o dobro da capacidade atual oferecida na cidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e custou R$ 9,5 milhões.
Neste final de semana, serão realizados apenas os atendimentos e internações clínicas de crianças e adultos. A maternidade deve entrar em operação no novo endereço até terça-feira da semana que vem. ''A mudança da maternidade foi mais complicada, mas podemos dizer que o sonho de Campo Mourão está realizado'', disse ontem o presidente da Santa Casa, Dilmar Daleffe.
O funcionamento integral do novo hospital será gradativo. Nessa primeira etapa, a Santa Casa vai apenas transferir o atendimento que já realiza para o novo prédio. Além das melhores condições de trabalho as instalações atuais estão ameaçadas de interdição a mudança vai significar uma economia mensal de R$ 10 mil com aluguéis. Hoje, a Santa Casa aluga dois antigos hospitais para funcionar.
Segundo Daleffe, o centro cirúrgico e as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) devem entrar em operação dentro de 20 dias. Serão 12 vagas na UTI adulta, oito na pediátrica e oito na neonatal. O serviço de UTI neonatal é inédito na região. Até o final do ano, começa o atendimento de traumatologia, ortopedia e o atendimento do centro de oncologia que será realizado num prédio construído ao lado.
''Vamos fechar o ano com o hospital a todo vapor. A partir de 2003 iremos ampliar as especialidades conforme a necessidade'', explicou Daleffe. Quando a nova Santa Casa estiver com todos os setores funcionando vai gerar mais de 300 empregos, cerca de quatro vezes mais que o quadro atual. O hospital vai diminuir a dependência da região de centros como Londrina, Maringá e Cascavel.
O novo hospital tem seis pavilhões, sendo alguns com dois pavimentos. Mais um bloco de 795 metros quadrados está sendo concluído para a administração. O centro de oncologia vai oferecer atendimento de quimioterapia, radioterapia e cirúrgico para pacientes com câncer. O investimento é privado, mas em 20 anos a estrutura se reverterá à Santa Casa.

mockup