Se os comerciantes de Maringá não aprovam o novo horário de atendimento dos bancos, que desde o início do mês de junho passaram a abrir ao público das 9 às 14 horas, as pessoas que vão às compras estão gostando da mudança. Com as agências abrindo das 11 às 16 horas, o maior obstáculo para os motoristas era encontrar vaga de estacionamento nas proximidades das agências bancárias. Especialmente, no centro, onde se concentra o maior número de agências e de casas comerciais.
O trânsito, que já é complicado durante todo o período de expediente comercial, com os bancos abertos fica ainda pior. O novo horário parece que mudou os hábitos dos clientes. Durante o tempo em que as agências estão abertas, o fluxo de veículos nas ruas continua intenso, mas sem aquele tumulto tradicional. Parece que os usuários ganharam mais tempo, circulam pelo centro com mais paciência e o que é melhor, obrigatoriamente, terminam o serviço bancário mais cedo.
Quem precisa apenas percorrer as lojas consegue cumprir todos os compromissos com mais comodidade. Basta dar uma simples passada pelas avenidas Brasil, Getúlio Vargas, Herval, Duque de Caxias e todas as ruas próximas, depois das 14 horas, para encontrar vagas de estacionamento. Alguns comerciantes que criticaram o novo horário dos bancos poderão até rever a posição.
O que os lojistas deveriam fazer é mostrar à comunidade que, com os bancos fechando às 14 horas, sobram vagas de estacionamento no final da tarde para as pessoas fazerem compras com tranquilidade. O comércio poderia desenvolver uma campanha, junto com a empresa que explora o estacionamento regulamentado, para reduzir em mais uma hora a cobrança. Assim, o consumidor teria uma grande vantagem de encontrar vagas e ficar isento da tarifa de estacionamento, por exemplo, a partir das 16 horas.
São condições favoráveis e que podem ser negociadas com o objetivo de ampliar as vendas. Quem não gostaria de chegar no centro da cidade, encontrar facilmente vaga para estacionar próximo do local onde pretende comprar e ainda não se incomodar com o tempo do parquímetro. Vai faltar apenas a colaboração dos flanelinhas, que também poderiam suspender, mais cedo, a cobrança.

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