Novo estatuto elimina cargo de presidente e busca maior participação
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de setembro de 1997
Londrina 
Dorico da SilvaO últimoCardoso: Falta referência aos estudantesO estudante de Direito Wanderdey José Cardoso, 21 anos, entra para a história do movimento estudantil londrinense como o último presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Londrina. Nos dias 6 e 7 de outubro, serão eleitos os 15 coordenadores da entidade, que passam a substituir o presidente e demais membros da diretoria.
A mudança no estatuto da entidade, aprovada no 3º Congresso do DCE, realizado em agosto, é um esforço para a reestruturação da representatividade do Diretório.
O presidente do DCE se afastou do cargo para disputar o voto dos estudantes na eleição que acontece nos dias 7 e 8 de outubro, como candidato à Coordenaria de Pós-Graduação na chapa Não temos tempo a perder. Mas acabou desistindo da disputa no começo da semana, alegando problemas de saúde.
A nova diretoria do DCE será formada também pelas coordenadorias Acadêmica, de Comunicação e Imprensa, Eventos, Administração e Finanças.
A mudança na estrutura do DCE, explica Cardoso, foi aprovada por cerca de 70 representantes dos cursos da UEL. É uma proposta ousada, afirma o presidente da entidade. Tem a finalidade de ampliar a participação dos estudantes e também de acabar com a utilização do DCE como órgão de projeção e trampolim político, diz o líder estudantil.
Cardoso considera o desestímulo dos estudantes em relação ao movimento estudantil, um reflexo da situação nacional e da formação do próprio estudante. Falta referência ao movimento estudantil, ele constata. Isso reflete a realidade.
Na avaliação do líder estudantil, a atual diretoria conseguiu alguns avanços em termos de estruturação da entidade. Hoje somos referência no Estado devido à participação nos eventos, congressos. Ele cita a retomada de reuniões entre representantes de centros acadêmicos, a organização da maior bancada do Estado no congresso da UNE, realizado em julho, em Belo Horizonte.
Também destaca a organização das contas da entidade e aquisição de equipamentos pelo DCE com dinheiro obtido com confecção de carteirinhas de estudante. Essas carteiras eram feitas em São Paulo. Nós as confeccionamos aqui.
Com a participação nos conselhos superiores da UEL, a entidade conseguiu também evitar que um estudante de Química que está há mais de 6 anos na UEL jubilasse, conta o presidente. Outra conquista foi a retomada da sede do DCE no centro da cidade.
O DCE entrou com uma ação judicial pedindo o despejo da escola de música que entrou na sede sem permissão formal da diretoria, e que além de não pagar aluguel deixou uma conta de telefone a ser paga no valor de R$ 800,00. Temos um projeto para transformar a sede num espaço cultural no centro da Cidade.
(Luka Morais)


