Ao invés da folhinha, bótons eletrônicos. Ontem, no primeiro dia de funcionamento dos parquímetros (sisteme de pagamento para estacionamento nas ruas de Londrina), alguns motoristas e motociclistas ficaram surpresos com os novos equipamentos, mas aprovaram a medida.
''Desde que seja bem controlado, é um sistema muito interessante. É um progresso para Londrina, pois grandes cidades já possuem esta medida de cobrança'', afirma o advogado Luiz Gaya, ao adquirir um bótom eletrônico. ''Sempre estaciono na rua e achei melhor comprar R$ 20 em créditos, assim vou utilizando aos poucos'', justifica.
Por enquanto, foram instalados 26 equipamentos na região do entorno da prefeitura (ruas Octávio Zanetti e Presidente Costa e Silva, na Zona Sul), que são locados por uma empresa local e mantidos pela Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) que coordena a Zona Azul.
O construtor Ismael de Oliveira, estacionou por alguns minutos em uma das vagas do parquímetro e foi surpreendido com a novidade. ''Acredito que vai facilitar muito a vida do motorista, pois a gente não perde dinheiro e nem tempo, esperando ser atendido pelos agentes'', comenta.
De acordo com o coordenador da ZA, Wellington Marcati, a ideia é instalar os aparelhos em todas as regiões mantidas pela Zona Azul até dezembro. A tarifa é de R$ 0,02 por minuto. De 15min01s a meia hora, são cobrados os 30 minutos cheios, totalizando R$ 0,30. A partir de 30min01s, a tarifação passa a ser por minuto.
Reajuste
Além da implantação dos parquímetros, os motoristas e motociclistas também se depararam com a tarifa mais alta. Agora, quem estacionar na Zona Azul, vai pagar R$ 1,20 a hora - aumento de 20%.
Para a professora Sônia Tomazino, o aumento é desagradável. ''Além do preço, dificulta o troco. Sou uma usuária frequente da Zona Azul e quando paro para contabilizar o valor gasto, me surpreendo. São mais de R$ 10 reais por semana só para estacionar.''
O carteiro João Figueiredo Filho também teve uma surpresa ao estacionar o carro na Região Central. ''Sempre paro o carro por aqui e não estava sabendo da mudança no valor. Acho que todo aumento é ruim'', diz. O último reajuste foi há dois anos.

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