A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região, Wanda Santi Cardoso da Silva, anunciou ontem de manhã em audiência na Câmara de Vereadores em Londrina a conclusão das negociações para a mudança do Fórum da Justiça do Trabalho do Centro da cidade para a Zona Leste até o final de 2007. A nova sede será construída no terreno onde estão localizados os históricos armazéns pertencentes ao Instituto Brasileiro do Café (IBC), na Avenida do Café.
De acordo com a juíza, a previsão de investimentos chega a R$ 6 milhões em recursos federais, sendo que R$ 2,1 milhões já estão disponíveis. ''Quando iniciarmos a obra, não há risco de ser paralisada (por falta de recursos)'', garantiu. O processo de licitação já foi iniciado e a expectativa é que as obras comecem até o final deste ano. A área, que já pertence à União, é de pouco mais de 7 mil metros quadrados mas o TRT pleiteia a cessão de mais 10 mil metros quadrados.
A mudança de endereço da Justiça do Trabalho em Londrina foi uma demanda lançada pela subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as conversações já duravam três anos. Neste ano, as negociações foram aceleradas porque um laudo realizado no prédio atual, na Avenida São Paulo, teria detectado problemas que colocariam em risco as mais de mil pessoas que transitam pelo local diariamente e os cerca de 150 servidores.
A expectativa é que a nova sede supra as necessidades da cidade e região por cerca de 30 anos. De imediato, segundo Wanda, a transferência vai permitir a instalação de mais uma vara hoje existem seis. Para contornar eventuais problemas de acessibilidade, o vice-prefeito, Luis Fernando Pinto Dias, acenou com a possibilidade de duplicação de duas vias próximas as avenidas Robert Koch e Alziro Zarur além de ampliação no sistema de transporte público. A presidente do TRT destacou que o projeto contempla o patrimônio histórico e cultural dos barracões do IBC, uma vez que as fachadas serão preservadas. O local também irá abrigar o Memorial do Café, valorizando a relação dos barracões com a história da cidade.
Integrante da comissão que foi formada para discutir a mudança, o juiz da 6 Vara do Trabalho, Reginaldo Melhado, considerou que ''a decisão do TRT foi a única racionalmente viável para o momento''. ''A sede atual é um desrespeito ao cidadão, aos juízes, aos servidores, aos advogados e à cidade de Londrina'', comentou. Ele apontou que, embora o futuro endereço não seja tão cômodo quanto o atual, está a menos de quatro quilômetros do Centro da cidade e vai servir para ajudar a descongestionar o quadrilátero central.

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