Da Sucursal
O novo diretor do Hospital de Clínicas, Antônio Carlos Ligocki Campos, tomou posse ontem à tarde, numa cerimônia rápida, prometendo restabelecer a normalidade do atendimento ao público em 10 dias. Ele também descartou a possibilidade de demissões imediatas no HC, embora a universidade considere que há excesso de funcionários.
Segundo o reitor José Henrique de Faria, o hospital tem 450 funcionários a mais que o necessário. ‘‘Segundo o padrão internacional, um hospital do tamanho do HC precisaria de 3.250 funcionários, mas temos atualmente 3.700’’, disse Faria.
Ligocki afirmou que a necessidade de demissões só poderá ser avaliada com precisão quando os técnicos da Fundação Getúlio Vargas concluírem o trabalho no HC. ‘‘É possível que haja remanejamento de pessoal’’, disse.
O novo diretor evitou criticar a gestão anterior e afirmou que as dificuldades do hospital fazem parte de uma ‘‘crise nacional’’. ‘‘Há duas formas de resolver a situação: aumentando recursos ou diminuindo gastos, e vamos trabalhar nas duas frentes’’, disse.
Segundo Ligocki, a maior parte da dívida de R$ 40 milhões acumulada pelo HC poderá ter ‘‘um tratamento mais político’’. É a parte que se refere, por exemplo, à Previdência Social e à UFPR. A dívida mais importante, disse, são os R$ 6 milhões contraídos junto a fornecedores, que obrigou o HC a reduzir em 90% o pronto-atendimento nas últimas semanas: ‘‘O pagamento dessas dívidas é prioritário, para readquirirmos credibilidade’’.
O novo diretor do HC tem 39 anos e formou-se em Medicina em 1980, pela UFPR, onde também fez residência, mestrado e doutorado. É professor titular de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

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