Novo delegado-chefe toma posse
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sexta-feira, 22 de março de 2002
Telma ElorzaReportagem Local 
O novo delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Pedro de Jesus Colaço, assumiu o posto, ontem à tarde, com a presença de poucos representantes da sociedade civil organizada e órgãos públicos. Apenas o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Ivo de Bassi, o vereador Orlando Bonilha e um representante da Sociedade Rural do Paraná estiveram presentes. Nem o secretário de Segurança Pública, José Tavares, compareceu. A troca de comando foi conduzida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro.
A troca de comando acontece em meio a uma crise de superlotação nos dois distritos policiais que ainda mantêm carceragem interditados parcialmente pela Justiça e até na Casa de Custódia, que contava ontem com 327 detentos, sete a mais que a capacidade total.
A superlotação levou o ex-delegado-chefe Gilson Garrett Algauer a usar celas do Centro Integrado de Triagem, no prédio do antigo Cadeião, para abrigar provisoriamente detentos. A atitude teria irritado o secretário, que determinou a transferência de Garrett na terça-feira. No dia seguinte, representantes de cerca de 20 entidades civis e públicas manifestaram apoio a Garrett.
Ribeiro voltou a justificar a transferência de Garrett como uma medida administrativa e uma forma de oxigenar o trabalho da polícia, mas admitiu que a atitude do delegado apressou as coisas. Pelo menos com ele não foi como aconteceu comigo, quando era delegado-chefe aqui (em 1997). Me chamaram em Curitiba para comunicar que, a partir do dia seguinte, não seria mais o delegado-chefe. Disse ainda que a sociedade não foi consultada porque era impossível perguntar para os quase 500 mil habitantes se queriam isso ou não.
Colaço disse que assume consciente dos problemas, mas que tentará fazer o melhor possível. Pretendo fazer um trabalho igual ou melhor do que fazia em Pato Branco. Ele disse que não vai trazer equipe própria e trabalhará com os recursos humanos disponíveis.
Garrett afirmou que lamenta deixar a cidade que o acolheu tão bem. Peço desculpas pelas coisas que ficaram por fazer, disse. Segundo ele, apenas ontem teve a certeza de que vai para a Corregedoria da Polícia Civil. Mas estou estudando ainda a possibilidade de tirar uma licença.


