A ordem de serviço para a construção do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Região Sul de Londrina foi assinada ontem de manhã. A obra está orçada em R$ 402.101,85 e deverá ser entregue em seis meses, no terreno da prefeitura, que fica ao lado da capela, no Parque das Indústrias.
''Mais do que os 410 metros quadrados de construção, teremos neste local um serviço humanitário, para atendimento de toda a comunidade. Daremos início às obras na próxima segunda-feira, para que possamos inaugurar o Cras dentro do prazo'', afirmou o secretário de Obras, Aloysio de Freitas. ''Ele contará com salas de atendimento, setor administrativo e banheiros. É um projeto completo'', comentou Wilson Santini, da Construtura Santini Engenharia e Construções, que será responsável pela execução da obra.
Para a secretária de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, as duas unidades do Cras existentes na região funcionam em prédios alugados e por isso a construção de um prédio público é extremamente importante para toda a comunidade. ''Este é o primeiro Cras que estamos construindo na cidade de Londrina e essa conquista se deve principalmente à comunidade, que nunca deixou de cobrar um espaço adequado, onde eles pudessem usufruir dos serviços'', afirmou Maria Luiza, se referindo a um abaixo-assinado promovido pelos moradores em 2002, reinvindicando um novo centro.
Atualmente, o Cras da Região Sul possui mais de quatro mil famílias cadastradas e possibilita a gestão dos benefícios sociais, atividades de inclusão produtiva, acompanhamento em atividades coletivas e ações em redes na comunidade.
Atividades essas que Tânia Moreira Camargo, 60 anos, conhece muito bem. Ela frequenta o Centro de Referência há cinco anos. ''Eu fiz cursos de pintura, tapetes bordados e agora de tear'', diz ela, que conta com o benefício do Bolsa Família no orçamento mensal. ''Com esse aprendizado, consegui ganhar um dinheirinho e viver melhor. Estou feliz com o novo centro, pois teremos mais espaço e mais atividades'', comemora a moradora do Jardim São Marcos.
''Vai ficar bom. A região estava precisando mesmo de um espaço maior e mais adequado. Agora é só esperar ficar pronto'', diz Antônio Sebastião, 65 anos.
Enquanto o Cras não fica pronto, os atendimentos continuam sendo realizados na Avenida Guilherme de Almeida, 2.403, no Jardim Itapuã. A unidade atende 2.521 famílias. Também há seis grupos de economia solidária, onde atuam 22 famílias e, no total, são realizados, em média, 1.210 atendimentos mensais. Em toda a região Sul são atendidas mais de 5 mil famílias.

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