Novo corregedor descarta conflito entre polícias
Giovani Ferreira
De Curitiba
O novo corregedor da Polícia Civil, Marco Antônio Lagana, descartou ontem a hipótese de estar havendo um conflito entre as polícias Civil e Militar. Na avaliação de Lagana, o que pode estar ocorrendo é um desencontro de idéias. Apesar de não ter sido nomeado oficialmente, na tarde de ontem Lagana concedeu uma entrevista coletiva respondendo pelo cargo de corregedor. A nomeação, segundo ele, deve ser publicada hoje no Diário Oficial do Estado.
De acordo com Lagana, que durante a entrevista procurou evitar as afirmações, deixando sempre suas colocações na condicional, o problema entre as duas polícias pode estar relacionada a ideologia profissional das corporações. O novo corregedor lamentou a saída de Annibal Bassan Júnior, reafirmando que o provimento baixado por ele, determinação que teria gerado a crise dentro da polícia, é totalmente legal. A medida sugere alterações nas abordagens e apresentação de presos
Apesar de sugerir algumas alterações, Lagana garantiu que o provimento de Bassan será mantido. O texto deve sofrer algumas adaptações que, no entender do novo corregedor, precisam ser feitas para garantir a competência da corregedoria nos casos de julgamento dos policiais que cometem atos passíveis de investigação. No entanto, Lagana garantiu que não vai mexer na essência do provimento, já que o documento está embasado na legislação vigente.
O principal ponto do provimento questionado por Lagana é o item que trata do encaminhamento dos policiais que cometem irregularridades. Pela medida baixada pelo antigo corregedor, esses casos devem ser enviados ao Ministério Público e à Justiça Militar. Na interpretação de Lagana, essas situações precisam, primeiramente, serem analisadas pela corregedoria. Lagana justificou a sua posição explicando que muitas vezes o problema é apenas administrativo, podendo ser resolvido dentro da própria corporação.
A proposta de alteração será colocada para a apreciação do Conselho Superior da Polícia Civil, em reunião ordinária que acontece na próxima terça-feira. Lagana explicou que esse é um entendimento pessoal, não correspondendo, necessariamente, com o pensamento do delegado geral da Polícia Civil, Newton Tadeu Rocha. Quem vai decidir sobre as mudanças serão os 17 conselheiros.
Sobre a permanência dos 12 delegados que compõem a corregedoria, que também colocaram seus cargos à disposição, Lagana disse que ainda não sabe quem realmente vai sair. Quem quiser vai ficar, disse Lagana. Ainda existe a possibilidade de se aumentar o quadro de delegados da corregedoria. Lagana já anunciou a integração à equipe do delegado Cláudio Fernando da Cunha. O novo corregedor, que atua há 20 anos como delegado da Polícia Civil, vinha respondendo pela Divisão de Investigações Criminais.





