Novo contrato exclui redução de tarifas
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terça-feira, 20 de janeiro de 2004
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
O bolso do usuário de transporte coletivo em Londrina não terá nenhum alívio imediato com a assinatura do novo contrato entre as duas empresas que vão operar o sistema e a prefeitura. Se as medidas a ser implantadas não atraírem mais usuários, afirmam as empresas, as tarifas atuais vão permanecer. A solenidade que oficializou o contrato foi realizada ontem com representantes da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e da Francovig vencedoras da licitação junto com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e o prefeito Nedson Micheleti (PT).
A população deve conferir as primeiras mudanças no sistema daqui a um mês, prazo em que as empresas pretendem implantar a bilhetagem eletrônica. Ambas já deram início à aquisição dos equipamentos, que virão com sistema de recarga de créditos para os cartões. A novidade vai permitir aos usuários tomar mais de um ônibus pagando apenas uma passagem, mesmo embarcando fora do Terminal Urbano. A CMTU ainda precisa estipular o prazo de validade que os créditos terão.
O gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça, pondera que os próximos 30 dias serão suficientes apenas para que o sistema esteja ''em condições'' de funcionar. ''A transição é mais demorada, vai muito da adesão da população. É uma novidade para a gente, tem cidades que levaram um ano para completar a implantação do sistema'', observa. Mendonça descarta a redução de tarifas a curto prazo. ''Só a bilhetagem eletrônica não será suficiente para baixar custos. Tomara que as novas medidas tragam novos usuários, a melhor forma de baratear o sistema''.
Essa é também a expectativa do presidente da Francovig, Francisco Henrique Francovig.''Só com passageiro se consegue reduzir as tarifas. É impossível prever quando e se isso vai acontecer, uma vez que a partir da implantação é que vamos ver como se comporta esse sistema'', afirma. Ele ressalta que a população não terá problemas para se adaptar às novidades, já que o sistema é simples. ''Além disso vamos fazer um trabalho de orientação para que a transição se dê sem traumas'', garante.
O contrato de exploração do transporte coletivo prevê ainda a reforma e construção de pontos de ônibus, com reforços nos pontos de integração, a serem instalados em locais de maior movimento. O investimento definido em R$ 8,5 milhões também inclui a construção de um novo terminal, na Região Oeste da cidade, e a colocação de escadas rolantes no Terminal Central.


