Junior Zarur, coordenador estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança, reuniu-se ontem pela manhã, em Londrina, com os representantes dos Conselhos Comunitários das zonas Sul, Leste, Oeste e Centro, com o novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major César Vinícius Kogut, e com o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso. Em pauta, o projeto da Polícia Comunitária proposto pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
''Faz parte da política do secretário Delazari integrar o trabalho das polícias Militar e Civil e buscar a parceria da comunidade para trazer segurança'', disse Zarur, ressaltando que os Conselhos Comunitários têm total apoio da Secretaria para fazer reivindicações e também sugestões.
Os conselheiros aproveitaram para dar boas vindas ao major Kogut e pleitear recursos para a construção de sedes próprias junto à Secretaria de Segurança Pública. ''A sociedade cria uma expectativa em relação ao trabalho do Conseg, a cobrança é grande. A gente quer trabalhar, mas precisa de condições para isso'', declarou o presidente do Conseg Centro, Claudio Luppi.
''É interesse do Estado que os Consegs tenham autonomia financeira para atuar, mesmo porque o Paraná não tem recursos para ajudar os conselhos financeiramente'', assinalou o coordenador. Segundo ele, uma saída para driblar a falta de estrutura que hoje existe nos conselhos ''é fazer parcerias com a sociedade civil e o município''.
Além de discutir a integração das polícias, o coordenador Junior Zarur pediu o apoio dos Consegs na aprovação da Lei Seca - que prevê fechamento de bares mais cedo. ''Nos sete municípios da Região Metropolitana de Curitiba, onde a lei funciona, o índice de crimes contra a vida diminuiu consideravelmente'', alegou. Para o major Kogut, a lei resolve quase todos os crimes. ''Direciona a pessoa de volta para casa'', opinou.
O Conseg da Zona Norte não participou da reunião. O presidente resolveu deixar o cargo em protesto por causa do afastamento do ex-comandante do 5% BPM, tenente-coronel Luis Carlos Deliberador.
''Venham sempre e se não puderem vir, liguem. O batalhão está de portas abertas à comunidade'', salientou Kogut. Segundo ele, se houver problemas será por excesso de trabalho, e não por preguiça. ''A tropa irá trabalhar dentro da legalidade e os policiais não irão quebrar galho para ninguém'', reforçou.
Para o delegado Sergio Barroso, deve haver um entrosamento completo não só das polícias, mas dos policiais com a sociedade. ''Sei que é difícil porque todo mundo tem suas responsabilidades, mas é importante que todos os membros eleitos dos Conselhos de Segurança sejam atuantes''.

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