Novo Código restringe quebra-molas a escolas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de janeiro de 1998
Lúcio Horta 
Quebra-mola, a partir deste ano, só será permitido em frente às escolas de primeiro e segundo graus. Em outros locais, ele será substituído por uma melhor sinalização, seja ela horizontal (faixas e inscrições pintadas na rua) ou vertical (placas). A determinação atende a resolução 635/84, do novo Código Nacional de Trânsito, que passa a vigorar a partir de 23 de janeiro. Até agora a colocação dos quebra-molas não era tratada tecnicamente, explica o diretor operacional do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Juan Carlos Monastério.
O diretor do Ippul explica que os quebra-molas que forem encontrados em desacordo com a nova legislação serão removidos. Mas este trabalho não será feito de uma hora para outra, até para evitar sustos na população. Durante todo o ano de 1998, haverá campanhas de esclarecimento na mídia, em escolas e também corpo a corpo, com distribuição de panfletos explicativos no trânsito da Cidade. Ele garante que nenhum quebra-mola será removido sem a devida explicação técnica e também sem a intensificação da sinalização no local.
Monastério avalia que deve haver em Londrina entre 1,8 mil e 2 mil quebra-molas. Achamos que mais de 50% são desnecessários, aponta. Mas todo o trabalho será feito com o máximo de bom senso. Como a única exceção prevista no Código são as escolas, o Ippul poderá ampliar e também redistribuir as lombadas eletrônicas já existentes nas vias públicas, sem contar os sinaleiros. Além disso, já foram mapeados 90 pontos para a instalação de radares fixos e móveis para controlar a velocidade. A licitação para a escolha dos fornecedores deverá ser aberta nas próximas semanas.
O diretor do Ippul admite que o quebra-molas é visto por grande parte da população como a melhor solução para problemas de acidentes e que, com a remoção, haverá muita reclamação. No ano passado, por exemplo, o número de solicitações para a instalação deste tipo de redutor de velocidade chegava a 150 por mês. Ele garante, porém, que uma sinalização bem feita é melhor do que qualquer obstáculo e cita como exemplo a esquina da avenida Duque de Caxias com São Salvador. Até dois meses atrás havia no local uma média de duas batidas por semana, o que fez a população que mora na região exigir o quebra-molas. Mas o Ippul optou por intensificar a sinalização, colocando placas e faixas na rua. Resultado: de lá para cá não houve mais acidentes.
Outro detalhe contido no novo Código de Trânsito é que só estão previstos, a partir do dia 23, dois tipos de quebra-molas: um que reduz a velocidade do veículo para no máximo 30 km/h e outro, mais saliente, que reduz em 20 km/h. Pastilhas, tartarugas e outros redutores físicos de velocidade não estão previstos na lei e portanto serão removidos da Cidade ao longo do ano.


