Novo chefe do IML de Londrina assume amanhã
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2003
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
O toxicologista Ademar Consalter não é mais o chefe do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina. A mudança foi anunciada ontem pela manhã, num fax enviado pelo novo diretor do IML do Paraná, Carlos Braga, à direção local. O substituto de Consalter será o legista Gabriel Fernandes Neto. A transmissão do cargo será feita amanhã, quando Braga virá a Londrina.
O chefe da Divisão Técnica do instituto em Curitiba, Alexandre Gebran, afirmou que a mudança obedece a uma determinação da Secretaria de Segurança Pública e segue uma série de mudanças naturais em cargos de confiança quando o governo estadual muda de mãos. ''Não é nada pessoal contra o Consalter, que é um profissional íntegro e ético, amigo de todos nós'', explicou.
O próprio Consalter disse que já esperava a destituição do cargo. ''Isso (a mudança de chefia) é normal. Eu era o chefe enquanto era outro governo. Desde que entrei, sabia que poderia ser destituído a qualquer momento'', disse o ex-chefe. Consalter assumiu o cargo há sete meses e esteve no comando durante a transferência do IML para sua nova sede, no Parque Alvorada (zona oeste), processo que atrasou mais de um mês devido à demora do governo estadual para formalizar o contrato com a empreiteira que realizou as obras.
Consalter, formado em Bioquímica, acredita que foi destituído porque a direção do IML preferia que um médico assumisse a função. Fernandes Neto concorda e disse que o cargo ''é estritamente médico''. Gebran, porém, garante que este fator não teve influência alguma na mudança.
O novo chefe é legista no IML local desde 2000, quando veio de Cornélio Procópio. Ele trabalha nos quadros do Instituto desde 1982. ''Tentarei realizar o melhor atendimento possível e me dedicarei totalmente para atender à confiança que me foi dada. Teremos alguns desafios, como a adaptação a esta nova sede, grande e com poucos funcionários'', relatou Fernades Neto.
Segundo ele, algumas situações terão que ser definidas, como a dos bombeiros civis que trabalham como estagiários no IML. ''Eles se expõem a alguns riscos e não está claro quem é responsável por eles'', disse Fernandes Neto. Consalter voltará a desempenhar atividades de toxicologista.


