Novo aterro passa por revitalização
Depois de seis anos desrespeitando as normas ambientais, o Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu começa a passar por um processo de revitalização. O novo aterro está instalado em uma área de 240 mil metros quadrados, no bairro Porto Belo (região norte da cidade), longe de áreas de mananciais.
Desde a inauguração, em 93, até o ano passado, as 150 toneladas de lixo produzidas diariamente em Foz do Iguaçu eram despejadas no local sem qualquer critério. O mau cheiro era insuportável e o chorume (líquido tóxico formado pela decomposição do lixo) contaminava propriedades vizinhas. Devido a esses problemas, o IAP chegou a aplicar multas diárias à prefeitura.
Em abril deste ano, o órgão aprovou o plano de recuperação e ampliação do depósito apresentado pela prefeitura. Segundo o chefe regional do IAP em Foz, Carlos Pittom, o projeto, que já está sendo implantado, respeita as normas ambientais.
Foram construídas valas para a captação e açudes para o tratamento do chorume e local apropriado para o depósito do lixo hospitalar. Também foi adotado o processo de compactação e cobertura do lixo com terra. Essas medidas reduzem a poluição visual e ambiental e o mau cheiro. ‘‘O aterro poderá virar um ponto turístico’’, exagera Pittom.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Adilson Rabelo, a prefeitura vai comprar uma área de 120 mil metros quadrados, ao lado da atual, para a ampliação do aterro. Essas medidas darão ao complexo uma vida útil de 20 anos. Parte das mudanças estão sendo custeadas por uma verba de R$ 1 milhão, repassada a fundo perdido pelo governo do Estado.
As mudanças deverão ‘‘desempregar’’, em um curto prazo, os 58 catadores que sobrevivem da seleção de material reciclável despejado pelos caminhões. Essas pessoas trabalham sem qualquer condição de higiene e têm um rendimento médio que não ultrapassa R$ 60,00 mensais.
A prefeitura está iniciando um programa de reciclagem de papelão, plástico e alumínio. Esses materiais representam 30% de todo o lixo produzido na cidade. Quando o programa estiver funcionando, deixarão de ir para o aterro 45 toneladas desses materias por dia.
De acordo com Rabelo, a reciclagem será feita inicialmente em três barracões, já construídos, em bairros populosos da cidade. O dinheiro, segundo ele, será aplicado nas escolas municipais e estaduais desses bairros. (V.D.)

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