Novo aterro começa a funcionar
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de novembro de 2001
Sid Sauer<br>Campo Mourão 
Parte do lixo produzido em Campo Mourão começa a ser enviado hoje para o aterro sanitário construído às margens da Estrada Boiadeira (BR-487), numa área de 251.401 metros quadrados há 12 quilômetros do perímetro urbano. O início de operação do aterro põe fim ao lixão da Vila Guarajá, que funciona há 30 anos no bairro existente a 5 quilômetros da cidade. O aterro começa a operar pouco depois de Campo Mourão completar 54 anos de emancipação.
''O lixo orgânico só deve começar a ser levado para o novo aterro na semana que vem'', disse ontem o secretário municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas. Por enquanto, serão enviados ao local apenas o lixo proveniente da coleta seletiva, que foi iniciada ontem em cinco bairros da Zona Sul da cidade. A primeira coleta rendeu mais de duas toneladas de materiais recicláveis, lotando três caminhões e surpreendendo a organização do programa.
O aterro foi projetado pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersha) com a promessa de resolver o principal problema ambiental de Campo Mourão, que é o lixão da Vila Guarujá. A obra custou R$ 300 mil e conta com três lagoas de estabilização do chorume, dois tanques de filtragem e sistema de drenos. Mantas especiais de impermeabilização vão evitar a poluição do lençol freático.
O projeto inclui a construção de um galpão, dependências administrativas e áreas de recepção e estacionamento. ''A mais moderna tecnologia para a destinação de resíduos disponível no mercado foi utilizada na execução da obra'', frisa Ribas. A primeira área para a colocação do lixo tem 10.716 metros quadrados e capacidade para atender Campo Mourão até 2008. O projeto prevê seis etapas de ocupação. A cidade produz 50 toneladas de lixo por dia.
O atual lixão será reflorestado. Segundo a Secretaria da Saúde e Ação Social, 39 famílias da Vila Guarujá sobrevivem do ''garimpo'' do lixo. Elas foram cadastradas e serão beneficiadas com frentes de trabalho e com cursos profissionalizantes durante um ano. O prefeito Tauillo Tezelli (PPS) disse ontem que está encaminhando a proposta da frente para votação na Câmara Municipal. ''Depois de um ano de cursos, eles terão condições de se virar'', prevê o prefeito.


