Novo arcebispo quer trazer de volta fiéis afastados
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sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - Dom João Braz de Aviz, 55 anos, que tomaria posse ontem à noite como novo arcebispo de Maringá diz que sente como se estivesse ''voltando para o ninho''. Nascido em Mafra (SC), Dom João conta que passou toda fase de criança e adolescência em Borrazópolis e por isso conhece bem todo norte do Paraná. Ser designado para ser o arcebispo de Maringá, segundo ele, é uma alegria. ''Se puder morrer em Maringá será muito bom'', disse Dom João ao responder quanto tempo gostaria de ficar na cidade.
Amigo de Dom Jaime Luiz Coelho, primeiro arcebispo de Maringá, Dom João diz que o principal desafio da Igreja Católica é trazer os fiéis que abandonaram a instituição e que não participam das missas. Hoje no Brasil, segundo ele, apenas 20% dos católicos participam das atividades da igreja. Em Maringá, ele se disse surpreso ao saber que 50% dos católicos são fiéis praticantes. ''Aqui será mais fácil o nosso trabalho'', brincou. Segundo ele, outro desafio da Igreja Católica é incentivar diálogos com outras igrejas. ''Temos que deixar de considerar o diferente como um inimigo e sim como um complemento'', afirmou.
Dom João ingressou na vida religiosa aos 11 anos quando foi estudar no Seminário São Pio 10, em Assis, interior de São Paulo. Em 1964 se transferiu para Apucarana e foi ordenado padre em 1972, na Catedral de Apucarana. Ele foi ordenado bispo em maio de 1994 e assumiu o cargo pela primeira vez em Vitória (ES). Nos últimos quatro anos era arcebispo de Ponta Grossa.


