Novidades no serviço de varrição de Londrina
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
A empresa vencedora da licitação para varrição e lavagem de áreas públicas de Londrina completou dez dias de atividades nesta segunda-feira (13). O novo contrato de prestação desse serviço traz algumas novidades, como a lavagem do Calçadão e ampliação dos pontos de varrição diária. Também foi exigida a contratação de 17 detentos do regime semiaberto.
De modo geral o trabalho tem sido bem avaliado pelas pessoas que passam por esses espaços e foram ouvidas pela reportagem. A autônoma Luma Naiara Saldego Arrabal, que estava com a filha e os sobrinhos no Bosque Central, percebeu que o local estava bem mais limpo. asseado. Ela ficou sentada no banco da praça com a filha e os sobrinhos esperando a irmã que tinha ido aos Correios. "Está bem melhor", resumiu. Na praça Marechal Floriano Peixoto a equipe encontrou o desempregado Felipe André de Oliveira,que foi um dos que percebeu a limpeza do local. "Está bonito. O banheiro (que foi reaberto) ficou limpinho. Geralmente lá fica bem sujo", declarou.
Segundo a proprietária da empresa responsável pelo serviço, Ana Paula Vieira da Silva, a incumbência da limpeza do banheiro da praça é uma das exigências do contrato de varrição e limpeza."Nos banheiros da praça Marechal Floriano Peixoto mantemos dois funcionários", explicou a proprietária da ConservLimp Ambiental, de Cambé (Região Metropolitana de Londrina). A empresa já vinha prestando o serviço até o dia 31 de julho e como ganhou a licitação, assinou o contrato para realizar o serviço pelo período de 12 meses.
Ela explicou que a empresa tem 65 funcionários e contará com 17 do Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina, que atende detentos em regime semiaberto) para atuar em Londrina. "Dividimos as equipes e 37 funcionários ficam de maneira fixa no quadrilátero central. Tenho também outros pontos de varrição diária que não estavam no contrato anterior e passamos a atender e que ficam nas avenidas Saul Elkind (zona norte), São João (zona leste), Arthur Thomas, Serra da Esperança (zona oeste). Na avenida Tiradentes e na avenida Dez de Dezembro também são feitas varrições diariamente, mas neste contrato aumentamos a área. Além desses locais a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) manda uma planilha mensal de serviços extras, que não são áreas fixas", apontou.
Sobre a utilização da mão de obra do Creslon, Silva explicou que no edital, no termo de referência, foi exigida a contratação desses 17 presos do Creslon. "Está sendo novidade para a gente. Eles estão trabalhando desde sexta-feira e estão fazendo tudo certo, não tenho nada que reclamar. Como é o primeiro contrato, a gente tem que se adaptar às exigências, como buscá-los para o trabalho e levá-los de volta ao final do expediente, com a obrigação de fornecer marmitas", relatou. "São coisas que a nossa convenção coletiva não autorizava. Com os outros funcionários a gente pagava vale-transporte e eles vinham e voltavam sozinhos. Essa foi a maior adaptação pela qual a gente teve de passar", ressaltou. A empresa venceu a disputa com o valor de R$ 2.639.949,91 para um contrato de 12 meses.
O gerente de limpeza urbana da CMTU, Álvaro do Nascimento Marcos, explicou que a exigência da contratação dos detentos é uma tentativa de ressocializar essas pessoas. "A gente já trabalha em convênio com o Creslon e queria ampliar a utilização da mão de obra dos apenados para as empresas terceirizadas, que prestam serviço para o poder público", explicou.
LAVAGEM
Sobre o novo contrato, Marcos ressaltou que a lavagem não fazia parte do contrato anterior, mas era um pedido que a comunidade fazia há muito tempo. "O pessoal faz a lavagem do Calçadão depois das 18h30 por causa do comércio, caso contrário atrapalharia a atividade comercial. Essa lavagem ocorre também no Bosque, na Concha Acústica e na praça Sete de Setembro. Na avenida Saul Elkind anteriormente só era realizada a varrição depois da feira e hoje temos varrição durante toda a semana", ressaltou. Ele explicou que no período de transição de contratos, a Conservlimp ficou dois dias sem prestar os serviços e que durante esse período foram remanejados outros funcionários da prefeitura que eram de serviços gerais para executar o trabalho.


