As quatro empresas de transporte coletivo de Foz do Iguaçu fecharam o mês de novembro com um balanço preocupante. Elas sofreram, juntas, 30 assaltos, média de um por dia. Motoristas, cobradores, passageiros e empresários do setor têm se mostrado apreensivos com os índices de criminalidade.
Além do temor, as firmas contabilizam os prejuízos com o dinheiro roubado: R$ 4.265. Esse valor não inclui o montante roubado dos passageiros e eventuais gastos com reparos dos veículos.
A ocorrência mais grave foi registrada no dia 23 de novembro. O motorista Celso Antonio Pereira estava num ônibus que faz a linha Porto Belo/Ponte da Amizade como passageiro. Durante o trajeto, um rapaz entrou no coletivo e deu voz de assalto. Pereira tentou reagir e foi atingido com um tiro nas costas. Ele ainda está se recuperando.
‘‘A recomendação é nunca reagir. Não queremos que os funcionários corram risco de serem feridos ou até mortos’’, diz Sérgio Beltrame, diretor da empresa Irmãos Rafagnin. Para o auxiliar administrativo da Transporte Salto de Pirapora (TSP), Evandro Genero, a situação é crítica. ‘‘Não tem mais horários para assaltar. Dos três assaltos que sofremos, dois foram de dia e um de noite.’’
Das quatros empresas, a Viação Itaipu é a que mais sofreu assaltos, 14 no total. Em seguida aparece a TSP, vítima de 10 assaltos, depois vem a Transportes Urbanos Balan (Transbalan), que sofreu três assaltos, e por último a Irmãos Rafagnin, com três.
O 14º Batalhão da Polícia Militar anunciou neste semana que vai receber reforço de 40 soldados em dezembro. O efetivo vai permanecer na cidade durante todo o verão. Enquanto o auxílio não chega, a PM está organizando arrastões nas áreas mais críticas (próximo a Ponte da Amizade e nos bairros mais afastados do centro) em conjunto com as Polícia Civil e Guarda Municipal.
A PM colocou 30 policiais à paisana nos ônibus, porém a quantidade é pequena diante da frota de 201 veículos nas ruas.

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