Com um homicídio no último sábado, novembro fechou como o segundo mês mais violento do ano em Londrina, computando 17 assassinatos e perdendo apenas para agosto, com 19. De janeiro a novembro de 2002, a cidade registrou 136 homicídios, enquanto no mesmo período, em 2001, foram 104 mortes violentas. Em dezembro, já foi registrado mais um assassinato.
O número de crimes contra a vida em novembro pode subir para 18, já que a Polícia Civil de Londrina investiga a morte do jovem Alexandre Alves do Carmo, 21 anos baleado na noite do dia 30 , para apurar se o caso foi suicídio ou homicídio.
Ontem à tarde, o delegado do 5º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa, esteve no local do crime, na rua Manoel Cardoso, no jardim Novo Horizonte (zona norte), juntamente com um perito, para colher as primeiras informações. O caso aconteceu às 22 horas de sábado. Segundo a Polícia, Alexandre, morador do jardim Ana Rosa, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), teria chegado a uma residência naquela rua acompanhado de outros três rapazes.
De acordo com o delegado, uma testemunha que mora na casa onde Alexandre foi baleado teria contado que a intenção do jovem era encontrar um comprador para um revólver calibre 38. Os outros três rapazes teriam ficado o tempo todo numa praça em frente à residência. Segundo a testemunha, Alexandre teria começado a brincar de roleta russa com a arma, municiada com apenas uma bala. Para o delegado a testemunha teria contado que, na segunda vez em Alexandre apertou o gatilho, o revólver disparou.
Socorrido pelos quatro rapazes, Alexandre foi encaminhado ao Hospital da Zona Norte. Pouco antes de ser transferido para o Hospital Evangélico, morreu. ''Os jovens chamaram o Siate e a versão deles é plausível. A localização do furo à bala no boné que ele (Alexandre) estava usando também sustenta que o próprio pode ter dado o tiro. Mas é preciso investigar. Nos próximos dias, começaremos a chamar as testemunhas'', explicou Barbosa.
O delegado afirma que a investigação deverá se sustentar com o relato de testemunhas, já que não foi feito exame residuográfico nas mãos de Alexandre para apontar se seus dedos continham pólvora o que poderia apontar se foi realmente o autor do disparo. O corpo foi enterrado na manhã de ontem. ''Não pretendemos exumar o cadáver. Além de complicado, seria doloroso para a família'', disse Barbosa.
Embora a Polícia Civil de Londrina afirme que Alexandre era usuário de drogas, a mãe do jovem, Vanda do Carmo Santos, disse que apenas ''desconfiava'' que o filho era viciado em entorpecentes. ''Achava que ele poderia usar drogas porque ele aparecia com os olhos vermelhos, às vezes tinha mudanças de comportamento. Mas nunca soube realmente de nada'', afirmou. Segundo ela, Alexandre tinha passagens pela polícia por brigas.

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