Curitiba - Nove hospitais privados adquiriram ontem, no primeiro dia disponível, o edital de licitação para a escolha de 13 instituições de saúde que vão prestar atendimento ao novo Sistema de Assistência ao Servidor Público, programa no qual o governo estadual vai destinar R$ 80 milhões. As propostas devem ser entregues até 15 de março, e o atendimento deve começar em abril, conforme a expectativa do governo.
A escolha dos hospitais que vão prestar serviços em 12 cidades vai se basear na melhor infra-estrutura oferecida pelo menor preço, informou o secretário estadual da Administração, Ricardo Smijtink. O governo vai destinar uma média de R$ 6,5 milhões ao mês para o pagamento dos hospitais. O contrato firmado terá validade de cinco anos.
A previsão de Smijtink é que a partir de abril os hospitais atendam emergências, e em maio os outros tratamentos previstos no sistema de assistência, como consultas, exames, cirurgias e internações. Cada hospital fica responsável pelos servidores da sua região.
Vão ser atendidos pelo novo sistema 160 mil servidores ativos e inativos e 201 mil beneficiários. O plano, anunciado pelo governador na semana passada, não contempla celetistas temporários e cargos comissionados, indicados por critérios políticos. O atendimento será gratuito, sem desconto em folha de pagamento. O servidor vai ter uma carteira padrão de identificação no hospital credenciado e será necessário assinar um termo de sujeição às novas regras.
Os sindicatos dos servidores públicos estaduais não ficaram satisfeitos com o novo plano e prometem uma manifestação de protesto no próximo dia 19. O plano não cobre, entre outras coisas, check up, medicamentos para uso domiciliar, vacinas em geral, transplantes, tratamento psicoterápico e fonoterápico, cirurgias cardíacas, diálises e exames de genética médica.
Os hospitais que serão credenciados para o atendimento ao servidor vão atuar em Curitiba, Londrina, Maringá, Toledo, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Campo Mourão, Umuarama e Jacarezinho. A Capital, que tem 140 mil dos 160 mil servidores públicos, vai ter dois hospitais.

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