Na opinião do promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, a ampliação da UTI do HU não deve ocorrer em menos de dois meses. Ele impetrou uma ação civil pública contra o Estado no dia 16 de abril, pedindo a ampliação do atendimento no hospital. A liminar determinando o serviço teria sido concedida em maio, mas a carta precatória comunicando a decisão chegou à procuradoria-geral do Estado somente no dia 6 de julho. ''A partir desta data, a secretaria estadual de Saúde ainda teria 90 dias para iniciar as ampliações'', explicou o promotor.
Com a liminar, o Estado fica obrigado a ampliar em 50% a capacidade de atendimento nas UTI e UCI do HU. ''A situação exige urgência. Na minha opinião, o Estado deveria ser sensível à situação da cidade e iniciar as obras de ampliação antes do prazo'', disse.
Com relação aos oito novos leitos de UTI Neonatal já instalados no Hospital Infantil não há previsão para começarem a funcionar. A assessoria da secretaria estadual de Saúde informou que encaminhou pedido de credenciamento dos leitos ao Ministério da Saúde e o processo segue seus trâmites burocráticos. A previsão mais otimista é de que as vagas sejam colocadas em funcionamento até o final do ano. O Ministério de Saúde foi procurado pela reportagem mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.
O diretor-superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, destacou que o problema dos hospitais é falta de dinheiro. Ele disse que a entidade encaminhou proposta à Brasília (DF), estendendo para os prontos-socorros as diárias acrescidas em até 50% que só são pagas por internamento. Outra proposta é que o financiamento dos hospitais universitários seja feito pelos ministérios da Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia, e não apenas pela Saúde. Essas duas medidas injetariam, segundo Haddad, mais R$ 1,1 milhão mensais no sistema de saúde em Londrina. (L.A)

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