Londrina - Enquanto a administração pública não usa as áreas deixadas pelos antigos postos de combustíveis da Petrobras em Londrina, algumas pessoas resolveram dar "utilidade" a eles. Ao menos três imóveis são aproveitados como estacionamento, moradia e até atalho para motoristas apressadinhos.
Em Londrina, seis postos eram de responsabilidade da Petrobras, por meio de contrato de concessão. Em 2011, quando venceu o acordo de exploração após 20 anos, todos foram retomados pela Prefeitura.
Na Avenida Dez de Dezembro, próximo ao Terminal Rodoviário (zona leste), o velho posto abandonado serve como abrigo para moradores de rua. O pátio onde os veículos eram abastecidos foi cercado com alambrado para evitar o acesso. Mesmo assim, sobram lixo e mato alto ao redor.
Um pouco mais adiante na mesma avenida, no Jardim Indianápolis (zona sul), outro posto se transformou em atalho. Muitos motoristas que passam pelo trecho usam o antigo pátio como caminho secundário, para acessar às ruas Panamá e Adriático. O prédio está todo pichado e também é usado por vendedores ambulantes.
Nas zona norte, o terreno do antigo posto localizado na esquina das avenidas Henrique Mansano e Winston Churchil, virou estacionamento de pessoas que trabalham na região.
Um outro posto que ficava ao lado do Aeroporto (zona leste) foi repassado à Infraero. E outros dois que ficavam na Avenida Leste-Oeste voltaram para a prefeitura: um foi derrubado e o outro transformado no Terminal de Ônibus da Zona Oeste.

BRT
De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, os espaços onde funcionavam os postos das avenidas Winston Churchil e Dez de Dezembro (Jardim Indianópolis), estão no projeto do novo modelo de transporte coletivo de Londrina, chamado de BRT. As áreas deverão servir como terminais de embarque e desembarque de passageiros. A ideia é construir canaletas exclusivas para ônibus, que vão modificar o trânsito na cidade com viadutos, terminais e trincheiras.
Sobre o imóvel que fica ao lado do Terminal Rodoviário, Dias adiantou que há um projeto por parte das secretarias de Saúde e Obras para a construção de uma base do Samu. O estudo prevê, inclusive, um heliporto no local. Porém, o secretário destacou que ainda não há datas para o início das obras.

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