Novas tecnologias reduzem a dor
Lino Ramos
Especial para a Folha
De Londrina
Novos equipamentos e técnicas para reduzir a dor e o trauma do paciente são atrações no 1º Congresso Mundial de Odontologia, que termina amanhã nas dependências do Colégio Marista, em Londrina. O evento, aberto oficialmente anteontem à noite com a presença de autoridades locais e estaduais, também apresenta novos materiais para restauração e branqueamento dos dentes, melhorando a estética.
O coordenador do Congresso, Valter Scalco, mostrou à Folha um substituto para a velha broca usada em restaurações, que apavora e espanta muita gente dos consultórios. O equipamento chamado Air Abrasion (sistema de microabrasão) custa U$ 8,2 mil. Scalco explica que o dente é cortado por um jato de óxido de alumínio (parecido com um microjato de areia) enquanto um aspirador suga os detritos. O equipamento evita o barulho característico da broca e, muitas vezes, substitui a anestesia. O trauma também é menor, explica.
Para quem tem medo de agulha e anestesia foi criado o Cedeta, equipamento avaliado em U$ 5 mil e que inibe a dor com três eletrodos de baixa tensão: dois são colocados na costas das mãos dos pacientes e o terceiro é posicionado próximo à raiz do dente. O paciente é quem controla, por meio de um botão, a intensidade da energia à medida em que vai sentindo dor. O Cedeta é indicado para procedimentos simples, como a remoção de tártaro e pequenas restaurações mas não é recomendado em gestantes e usuários de marca-passo.
Em tratamentos que não dispensam anestesia, como procedimento cirúrgico, o trauma das agulhas pode ser reduzido com o The Wand, avaliado em U$ 1.000. Valter Scalco afirma que o equipamento possui uma agulha mais fina e sem a seringa convencional. A injeção de anestesia é feita eletronicamente diminuindo a dor.
Além de reduzir o sofrimento dos pacientes nos consultórios, os materiais de restauração apresentados no Congresso podem garantir um sorriso mais bonito para quem possui dentes amarelados ou escurecidos. Valter Scalco comenta que nos últimos cinco anos houve um grande avanço nas técnicas com uso de resinas adesivas enriquecidas com partículas de vidro, cílica e porcelana, permitindo a reconstituição dos dentes na cor e anatomia originais. A maior vantagem é a substituição do amálgama de prata que atrapalha a estética bucal. Há cinco anos essas novas resinas eram condenadas porque não tinham durabilidade, revela Scalco.
Mesmo quem nasceu com um sorriso amarelo já pode ganhar uma estéticas melhor, gastando R$ 300 em média. O tratamento dura cerca de doze dias e nesse período o paciente recebe uma aplicação de gel com uma substância (peróxido de carpomida). Ele precisa dormir com uma moldura de acetato sobre a arcada dentária. Valter Scalco garante que o resultado é excelente.





