Campo Mourão - A reforma administrativa proposta pela prefeitura de Campo Mourão vai ter um custo anual de quase R$ 400 mil. Os números estão no impacto financeiro que a Secretaria de Administração e Fazenda encaminhou esta semana para a Câmara de Vereadores, onde o projeto está sendo analisado.
Segundo o secretário Carlos Alberto Lopes Pequito, a reforma trará uma despesa extra mensal de R$ 33.146,12, ou seja, R$ 397.753,44 por ano. O valor anual é um pouco maior que os R$ 373,5 mil que haviam sido calculados pelo Sindicato dos Servidores Municipais. O sindicato reclama reajuste salarial e anunciou que é contra a medida.
''A prefeitura está em contenção de despesas, não paga a reposição da inflação para o funcionalismo e, por isso, não deveria propor novos gastos'', criticou o presidente do sindicato, Vanderlei Veiga Ribeiro. Ele disse que não é contra a criação de novas secretarias, mas discorda dos vários cargos que serão criados com as novas secretarias propostas.
A principal alteração da reforma administrativa apresentada pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS) é o reativação das secretarias de Ação Social e Agricultura e Meio Ambiente. As duas pastas foram extintas pelo próprio Tezelli há quatro anos. Além delas, estão previstas novas diretorias e assessorias em outras secretarias já existentes.
O prefeito alega que as duas áreas - ação social e agricultura - não vinham sendo desenvolvidas a contento e que a prefeitura está se adequando aos discursos dos governantes eleitos, ''que prometeram priorizar os dois setores''. ''Nossa intenção é criar mais programas, gerar mais empregos e elevar o padrão de vida das pessoas'', argumentou o prefeito.

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