Londrina - O aumento do valor mínimo do fator de proteção solar (FPS) e da proteção contra raios ultravioletas é a principal mudança prevista em resolução publicada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo das novas regras é garantir maior segurança para os consumidores do produto.
Pela determinação, o valor mínimo do FPS passa de 2 para 6. Já a proteção contra os raios UVA terá que ser de, no mínimo, um terço do valor do fator de proteção declarado.
A mudança é elogiada pela dermatologista Aline Anizelli Borba, de Londrina. Ela ressalta que o uso constante é essencial para evitar doenças de pele, como o câncer, e para prevenir o envelhecimento precoce e o surgimento de manchas. ''Existe uma variedade muito grande de produtos, com preços diferentes. Mas não havia regulação'', comentou.
A corretora de seguros Cleide Nascimento tem o hábito de usar protetor solar há 20 anos. ''Evita envelhecimento da pele, manchas precoces. Tenho esse costume, pois morei em Campinas (SP), ia muito ao litoral paulista e até hoje, principalmente nos dias quentes, uso diariamente'', declarou.
A dona de casa Aparecida Teixeira é um das pessoas que não serão afetadas pela mudança da Anvisa, uma vez que não tem o costume de usar protetor solar no dia a dia. ''Saber (dos benefícios) a gente sabe, mas falta costume'', justificou. O aposentado Joraci Escamo tem a mesma 'desculpa'. ''É relaxo (não usar no dia a dia). Mas quando vou a um lugar que precisa, na praia, por exemplo, aí uso'', garantiu.
Um estudo divulgado em dezembro de 2009 pelo ProTeste mostrou que cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não eram resistentes à radiação. Alguns produtos perderam até 50% do FPS quando expostos a uma hora de sol nos testes. Na época, as marcas avaliadas discordaram da pesquisa e responderam que seus produtos foram submetidos a testes científicos, aprovados pela Anvisa.
Com a publicação da resolução os fabricantes terão prazo de até dois anos para se adequarem às novas normas. Segundo a Anvisa, também serão alterados os níveis dos testes exigidos para comprovar a eficácia do protetor. Pela norma, alegações, como resistência à água, terão de ser comprovadas por metodologias específicas definidas no novo regulamento.
Os fabricantes poderão indicar em seus rótulos as expressões ''resistente à água'', ''muito resistente à água'', ''resistente à água/suor'' ou ''resistente à água/transpiração'', desde que comprovem as características.
Outra norma fala sobre reformulação nas informações obrigatórias dos rótulos dos produtos, como a reaplicação na pele, mesmo quando se tratar de um protetor resistente à água. Também fica vedada alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado.
Em relação à resistência à agua, a dermatologista Aline Borba recomenda reaplicação, independentemente do produto. ''Mesmo que o produto seja realmente resistente a água, existem outras variáveis. Como no momento que a pessoa se enxuga com a toalha, tem uma fricção, por exemplo. Por isso recomendo sempre a reaplicação'', comentou.
Ainda segundo Aline, o fator mínimo recomendado para utilização no dia a dia é o 15, independentemente da coloração da pele.(Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Novas regras para protetores solares
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