O processo de industrialização estadual e constante crescimento do consumo devem comprometer até o final do próximo ano todo o superávit de energia que há no Paraná. Hoje, 15% da energia produzida pelas hidrelétricas sobra, e por isso há a venda do excedente para outros Estados. Santa Catarina e São Paulo são os principais clientes da Copel.
As novas indústrias já pediram para a Copel uma reserva de 150 megawatts de energia, o que equivale ao consumo de uma cidade como Londrina ou de duas Foz do Iguaçu. A região metropolitana de Curitiba consome 750 megawatts nos horários de pico.
A entrada em funcionamento das montadoras e demais empresas não apresentará ameaça de falta de energia no Estado. Simultaneamente à operação das novas indústrias, entrará em atividade a primeira turbina da usina hidrelétrica de Salto Caxias. A usina gerará 1,2 mil megawatts, um décimo do que gera Itaipu.
O potencial hidroenergético do Paraná ainda permite a exploração de outros 5 mil megawatts de energia. Poderiam ser construídas usinas em toda a extensão dos rios Tibagi, Ivaí e Piquiri. Mas além das hidrelétricas paranaenses, a Copel participa da construção de usinas nos Estados de Santa Catarina (Dona Francisca) e Rio Grande do Sul (Machadinho). Há outros cinco projetos em Goiás. A energia que caberá à Copel nesses Estados será trazida ao Paraná ou vendida pela companhia.
O Estado tem ainda a opção de investir em outras formas de produção energética, como a solar, eólica (vento) e termoelétrica (carvão). A energia eólica será implantada na região Sudoeste, onde serão produzidos 200 megawatts de energia. A Copel faz estudos específicos para o município de Palmas.
A energia solar foi implantada na ilha de Superagui, na região de Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná. Há planos de se aproveitar o sol como fonte de luz em outros 13 pontos das ilhas do Litoral. (C.M.)

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