Novas estações operam este ano
Especial para a Folha
Dentro de, no máximo, seis meses, a região da grandeCuritiba deverá estar equipada com nove estações de monitoramento da qualidade do ar atmosférico. Segundo a química ambiental, Sandra Alberti, do Instituto Tecnológico do Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento (Lactec), a idéia é desenhar um x sobre Curitiba, com a medição do ar em quatro pontos opostos da cidade: Santa Cândida e Araucária, já existentes, e em Campo Largo e São José dos Pinhais, de modo a garantir um controle eficiente pelos órgãos responsáveis.
Atualmente a qualidade do ar de Curitiba é avaliada por seis estações. O Lactec, ligado à Copel e à Universidade Federal do Paraná, mantem duas estações, uma em Santa Cândida e outra na Cidade Industrial de Curitiba. Já o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) avalia a qualidade do ar em quatro estações: duas estão em Araucária (região metropolitana) e uma no centro de Curitiba, nos jardins da Santa Casa, na praça Rui Barbosa. As outras três estações ficarão em São José dos Pinhais, Campo Largo e mais uma em Araucária.
Para onde for a direção do vento vamos ter uma estação monitorando, com 90% de certeza de que estaremos cobrindo toda a situação de poluição de Curitiba, diz Sandra. Ela lembra, entretanto, que além da situação global, que é medida por estas estações, existem os micro-climas, ou seja, micro-regiões da cidade com condições diferenciadas do resto. É o caso, por exemplo, da praça Rui Barbosaque além do tráfego intenso é cercada de edifícios, impossibilitando que o vento entre e disperse a poluição.
Qualidade do ar
- Saiu esta semana o primeiro relatório do Lactec sobre o monitoramento em suas duas estações, no período entre outubro/98 e janeiro/99. A qualidade do ar é boa, com índices de ozônio que variam entre 40 a 50 microgramas por metro cúbico, inferiores ao previsto pela lei ambiental, votada pleo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece o máximo aceitável em 160. A exceção foi um dia em novembro, quando o índice chegou a 166. Foi um dia atípico. Tivemos um dos mais altos índices de radiação ultravioleta e a inversão no sentido do vento, diz Sandra, explicando que o ozônio é um oxidante fotoquímico, ou seja, é produzido por meio de incidência dos raios solares sobre agentes poluentes.
Segundo Ana Cecília Nowacki, chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental do IAP, ao contrário do que as pessoas pensam, a qualidade do ar normalmente é boa em Araucária e Cidade Industrial. A indústria é potencialmente poluidora, mas ela possui equipamentos sofisticados de controle, diz. Araucária tem ainda a vantagem de sua localização geográfica, em área aberta, que permite a dispersão de poluentes.
O monitoramento do IAP mede o índice de fumaça, de material particulado e de dióxido de enxofre do ar. É comum, na praça Rui Barbosa, a medição mostrar qualidade do ar inadequada ou razoável. É um problema pontual, mas não chega a um terço da má situação de São Paulo, tranquiliza Ana Cecília.





