Novas empresas terão que priorizar mão-de-obra local
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Da Redação 
As empresas que se instalarem em Londrina, contando com algum tipo de benefício municipal, terão que priorizar a contratação de pessoas que morem na Cidade. Essa foi a fórmula encontrada pela Câmara para tentar amenizar a situação de desemprego local enquanto a oferta de empregos não aumenta. Números do Sistema Nacional de Empregos (Sine) revelam que atualmente 30 mil pessoas estão desempregadas em Londrina.
O projeto de lei dos vereadores Renato Araújo (PPB) e Flávio Vedoato (PTB), aprovado em terceira discussão ontem, estipula que 70% dos funcionários contratados por essas empresas residam em Londrina há pelo menos dois anos. A residência deverá ser comprovada pelo título de eleitor, acompanhado de um documento de identificação pessoal.
As exigências da lei deverão constar no documento que autorizar os incentivos tributários ou doação de terreno às novas empresas. Mesmo sem números, Araújo afirma que a idéia do projeto partiu da constatação de que a maioria dos empregados das indústrias de Londrina são de cidades vizinhas. A porcentagem de funcionários locais e de fora poderá ser conhecida em breve, segundo Araújo. Ele afirma que, a partir do projeto, o Sine ficará encarregado de enviar relatório às empresas pedindo o perfil dos funcionários.


