Novas contratações
aumentariam gastos
A contratação dos aprovados em um concurso público realizado em 97 para escrivães e investigadores de polícia amenizaria o problema da falta de funcionários nas delegacias. São 1,2 mil aprovados que ainda aguardam a contratação. ‘‘Precisamos de um novo concurso para atender as demandas, mas se o governo contratasse os já aprovados, haveria menos riscos de ‘colaboradores’ trabalharem como policiais’’, afirma o presidente do Sinclapol, Luiz Bordenowski.
De acordo com a assessoria do governo do Estado, a lei de responsabilidade fiscal proíbe a contratação de novos servidores públicos. É que isso aumentaria os gastos com a folha de pagamentos. A lei prevê como teto de gastos com os servidores, 60% da arrecadação. No Paraná esses gastos continuam acima de 70% da receita. ‘‘Essa explicação é ‘furada’, pois quando foi aberto o concurso, essa lei já estava em vigor’’, responde Bordenowski. ‘‘A omissão do governador e do secretário da Segurança (Cândido Martins de Oliveira) está colocando a Polícia Civil na situação precária que se encontra hoje.’’
Os 1,2 mil aprovados no concurso requereram na Justiça a contratação, mas o processo ainda não foi julgado. Eles ameaçam ‘acampar’ em frente ao Palácio Iguaçu caso não sejam efetivados. Mesmo que todos fossem contratados, ainda haveria um déficit de quase 3 mil funcionários.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Lagana, não foi encontrado ontem pela reportagem para falar sobre a presença de ‘colaboradores’ nas delegacias e a possibilidade de contratação de novos policiais. (E.C.)

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