Novaes afirma à polícia que não sabia de nada
GOIOERÊ - O ex-prefeito de Goioerê (78 quilômetros a oeste de Campo Mourão), José Paulo Novaes, disse em depoimento à polícia que não sabe como que objetos da Prefeitura foram parar numa casa dele, na área central da cidade. O depoimento foi dado esta semana no inquérito que foi aberto há um mês para descobrir o que 648 canecos de chope, 700 canetas e notas fiscais e cheques rasgados, tudo da prefeitura, estavam fazendo numa casa abandonada do ex-prefeito.
Na época da apreensão, feita através de um mandado de busca e apreensão expedido após uma denúncia, Novaes estava viajando ao Nordeste. Por isso, ele só foi ouvido pela polícia esta semana.
Mulher do prefeito Ele contou que sabia da existência dos canecos no almoxarifado da Prefeitura, mas que nunca ordenou que eles fossem levado para a casa dele. O ex-prefeito disse que só ficou sabendo do caso pela imprensa. A mulher dele, Ivone Novaes, deve depor na semana que vem.
Todo o material apreendido pertencia à Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI), órgão mantido pela Prefeitura e presidido na época por Ivone. Os motoristas Luiz Carlos Demaricéia, o Pardal, e Antônio Szewczuk, que fizeram o transporte do material, disseram à polícia que foi a então primeira-dama que mandou levar os objetos até a casa vazia. Os canecos foram comprados para uma festa que seria realizada em 1994, mas que acabou cancelada.





