Nova unidade da PF agiliza perícias
Para a Polícia Federal (PF), está mais fácil periciar dinheiro falso. Uma nova Unidade Técnico Científica está funcionando desde agosto na PF, agilizando a perícia para materializar a prova do crime e remetê-la, através de inquérito policial, à Justiça de todo Norte e Noroeste do Paraná. Setecentos e quinze perícias foram feitas até a primeira quinzena de fevereiro deste ano.
Uma perícia de dinheiro falso, por exemplo, que demorava de 30 a 60 dias para ficar pronta nos departamentos científicos de Maringá, sai em apenas sete dias na nova divisão em Londrina.
A unidade da PF estará totalmente equipada até meados deste ano, prevê o perito criminal Flavio Segundo Wagner, responsável pela repartição pericial da PF. Entre os setores já funcionando está o laboratório de informática, onde trabalha o perito Antonio Brandão.
''A nova unidade acrescentou 50% por cento de velocidade nos inquéritos policiais'', declara Evaristo Kuceki, delegado chefe da Polícia Federal de Londrina. Ele conta que todo mês são abertos 60 novos inquéritos. Apreensões de drogas, moeda falsa, veículos, documentos falsos, crimes ambientais, entre outros, já estão sendo peritados. ''Sem dúvida ajuda e muito o nosso trabalho de investigação para o inquérito''.
A unidade é composta de nove espaços, entre salas, laboratórios e acomodações para o trabalho dos peritos. Peritagens de documentoscopia (perícias de documentos); eletrônica e informática; química, além exames fora da unidade, por exemplo, como crimes de cunho ambiental, serão processados pela própria unidade.
O perito conta que depois de quase uma década, o Governo Federal resolveu abrir cinco novas unidades técnicas periciais e a de Londrina é a primeira a ser instalada. As outras quatro unidades deverão ficar em Dourados, no Mato Grosso do Sul; Ribeirão Preto, São Paulo; Uberlândia, Minas Gerais; e Santa Maria, Rio Grande do Sul. Atualmente, existem apenas três unidades técnicos científicas em todo País, em Foz do Iguaçu, Santos e o Instituto Nacional de Criminalística em Brasília, Distrito Federal.
A nova divisão da PF em Londrina já conta com dois engenheiros civis; dois engenheiros químicos; um contador; uma perita veterinária; um perito especializado em crimes virtuais (informática). Segundo Wagner, novos equipamentos para a perícia estarão chegando nos próximos meses. A unidade vai estar totalmente pronta em meados deste ano.(E.P.F.)





